Setor busca novos mercados e ampliação do consumo para lidar com concorrência.

As exportações brasileiras de algodão iniciam a temporada 2026/27 com perspectivas positivas, mas o aumento na produção exige a conquista de novos mercados e a ampliação do consumo da fibra.
Com uma oferta projetada superior a 4 milhões de toneladas, a competitividade do setor brasileiro continua alta, embora o cenário internacional demande um esforço comercial mais intenso. Essa análise foi apresentada pela Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) durante a reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados.
Nos primeiros dois meses da temporada, o Brasil exportou 261 mil toneladas de algodão, sendo 155 mil em julho e 106 mil em agosto. Apesar do atraso na nova safra, esses números ficaram apenas 18 mil toneladas abaixo do recorde histórico para o período, com expectativa de embarques mais robustos a partir de outubro.
✨ A produção estimada para a safra 2025/26 é de 4,144 milhões de toneladas, com a Abrapa e Anea projetando 4,178 milhões.
O mercado externo enfrenta desafios, incluindo importações limitadas pela China e crescimento de países como Bangladesh, Vietnã, Turquia, Paquistão, Índia e Egito como novos destinos de venda. Fatores como negociações comerciais, juros e tensões internacionais impactam o setor, que também busca aumentar a presença das fibras naturais em um contexto de concorrência com produtos sintéticos.
A indústria brasileira, por sua vez, enfrenta uma queda na produção e um aumento das importações de vestuário. Com isso, a Abrapa e a Abit têm a meta de recuperar o consumo interno de algodão para cerca de 1 milhão de toneladas, além de ampliar o processamento da fibra no país.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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