Cota para 2027 apresenta antecipação das vendas, mas apetite do mercado é incerto.

As exportações brasileiras de carne bovina para a China dentro da cota estabelecida para 2027 podem se esgotar já em março ou abril, antecipando-se em relação ao que ocorreu em 2026. Essa afirmação foi feita pelo presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Roberto Perosa.
Perosa ressaltou que essa previsão considera tanto o ritmo das vendas quanto a possibilidade de não haver distribuição da cota entre as empresas exportadoras, o que facilitaria a concorrência e aceleraria as vendas para os importadores chineses.
""Pode haver sim uma antecipação das vendas para a China", afirmou Perosa, mencionando a possibilidade de expedição de cargas a serem contabilizadas na cota de 2027.
Por outro lado, o presidente da Abiec destacou que a China possui altos estoques de carne bovina e está no máximo de sua produção de carne suína, o que gera incerteza quanto ao apetite do país pela carne brasileira.
Em 2027, a cota do Brasil deverá incluir 22 mil toneladas a mais do que as 1,106 milhão de toneladas desta ano. Perosa também comentou sobre os desafios enfrentados pela indústria durante os meses de julho a setembro, quando as vendas para a China foram suspensas, ressaltando a dificuldade enfrentada por empresas que dependem desse mercado.
✨ Perosa afirmou que, sem as cotas, o Brasil poderia ter exportado até 2 milhões de toneladas para a China.
Ele também mencionou que a Abiec está em diálogo com o governo federal sobre a possibilidade de arbitrar a cota chinesa, assegurando que a distribuição seja feita de acordo com o desempenho das empresas no mercado.
Além disso, durante uma missão esperada para este fim de semana, pode haver uma habilitação de mais plantas frigoríficas do Brasil para exportação para a China, o que seria uma boa notícia para o setor.
Em relação ao acesso da carne bovina brasileira a mercados como Japão e Coreia do Sul, Perosa afirmou que já ocorreram as visitas oficiais para análise sanitária e agora o que resta são apenas trâmites documentais.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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