Impulsionadas pela demanda internacional e clima favorável

As vendas de feijão-mungo-verde do Quênia experimentaram um crescimento notável no primeiro trimestre de 2026. Em um período de apenas três meses, o volume exportado saltou de 355,82 toneladas em 2025 para impressionantes 6.233,20 toneladas, resultando em uma receita de 835,52 milhões de xelins quenianos.
Esse crescimento explosivo pode ser atribuído a uma demanda crescente no mercado internacional, especialmente em regiões da Ásia e África, onde a pulse é cada vez mais valorizada. De acordo com a Autoridade de Agricultura e Alimentação (AFA), o feijão-mungo-verde se consolidou como a principal pulse em exportação no Quênia, beneficiando milhões de pequenos agricultores que dependem dessa cultura.
✨ O feijão-mungo-verde, conhecido localmente como ndengu, está se tornando cada vez mais vital para a economia das comunidades rurais do Quênia.
Os dados indicam que a Tailândia foi um dos principais compradores, importando mais de 5 mil toneladas no último ano, enquanto Hong Kong emergiu como o maior destino do feijão-mungo-verde quinense, representando 22,33% do total exportado.
A diversificação das exportações é um sinal positivo para a economia queniana, pois diminui a dependência de um número restrito de mercados. Em 2025, o crescimento já era evidente, com as exportações mais que dobrando em comparação ao ano anterior.
Pesquisas da KALRO revelam que quase 90% da produção nacional de feijão-mungo-verde está concentrada em regiões áridas, como Kitui e Makueni, onde a cultura é ideal devido à sua resistência à seca.
A continuidade desse crescimento está ligada a investimentos em variedades de sementes melhores e práticas agrícolas eficientes. Assim, o Quênia não apenas se posiciona como um exportador de alimentos, mas também fortalece a renda das famílias rurais que dependem dessa agricultura para a sobrevivência.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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