Apesar do aumento na receita, volume embarcado apresenta queda de 7,5% no terceiro trimestre.

As exportações de frutas do Brasil apresentaram um crescimento de 8% no faturamento no terceiro trimestre de 2026, atingindo o total de US$ 354,2 milhões, conforme dados da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas). Apesar da alta na receita, o volume embarcado caiu 7,5%, totalizando 268,8 mil toneladas.
O resultado revela que a fruticultura brasileira conquistou maior receita no mercado internacional, mesmo com a redução na quantidade de produtos exportados. O faturamento cresceu de US$ 328,1 milhões para US$ 354,2 milhões, ao passo que os embarques caíram de 290,6 mil para 268,8 mil toneladas.
✨ O valor médio por tonelada exportada aumentou em 16,8%, saltando de US$ 1.129 para US$ 1.318.
A Abrafrutas aponta que essa tendência pode ser relacionada a modificações na composição dos produtos vendidos e nos preços praticados. O desempenho reforça a necessidade de focar não apenas no volume exportado, mas também na receita gerada e na capacidade de atender às demandas dos compradores internacionais.
Entre as frutas, a manga teve um desempenho notável, com uma elevação de 35% na receita, que passou de US$ 97,3 milhões para US$ 131,4 milhões, enquanto o volume embarcado aumentou 14,1%, de 83,3 mil para 95 mil toneladas.
A uva também apresentou crescimento, com faturamento saltando de US$ 16,8 milhões para US$ 19,7 milhões, marcando uma alta de 17,4%. O volume exportado subiu 6,3%, de 6,8 mil para 7,3 mil toneladas.
O abacate mostrou a maior expansão percentual, com um crescimento de 81,8% na receita, que passou de US$ 7 milhões para US$ 12,6 milhões. O volume embarcado avançou 140,9%, de 3,8 mil para 9,2 mil toneladas.
Outros produtos também demonstraram resultados positivos, embora não tenham sido especificados. Um aspecto destacado do relatório é que a competitividade, a qualidade dos produtos e a diversificação de mercados são essenciais para o crescimento das exportações.
Entretanto, nem todas as culturas conseguiram acompanhar esse crescimento. O melão teve uma queda de 22,5% no faturamento e 25,3% no volume embarcado, enquanto a melancia registrou perdas de 20,8% na receita e 26,1% na quantidade exportada.
Além disso, o faturamento dos limões diminuiu 8,7%, e os embarques caíram 18,3%. A banana foi a fruta que apresentou as maiores retrações, com uma queda de 55,5% na receita e 59% no volume exportado.
O cenário indica que, embora o crescimento total das exportações de frutas brasileiras tenha sido positivo, há uma variação significativa no desempenho entre as diferentes frutas.
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