Nova sobretaxa de 25% agrava desafios já enfrentados pelas indústrias.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) manifestou sua insatisfação nesta quinta-feira (16) sobre a nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A entidade ressalta que essa medida agrava as dificuldades que já afetavam as empresas brasileiras exportadoras.
Em comunicado, a CNI destacou que o aumento das barreiras comerciais imposta pelos EUA desde 2025 já era sentido no comércio bilateral, com uma queda de 13% nas exportações para o mercado americano, ou seja, cerca de 2,6 bilhões de dólares. O setor industrial foi apontado como o mais impactado, incluindo produtos como aço e derivados de petróleo.
✨ Cerca de 20 dos 27 estados brasileiros enfrentaram redução nas exportações para os EUA.
Segundo o presidente da CNI, Ricardo Alban, a nova tarifa pode comprometer ainda mais a competitividade da indústria brasileira. Ele afirmou que 'não podemos poupar esforços para reverter essa lógica e retomar a relação que Brasil e Estados Unidos construíram' e que os resultados negativos refletidos de forma geral nos 20 estados é uma preocupação real.
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) também criticou a abordagem do governo brasileiro em relação à nova tarifa. A Fiesp considera que a decisão dos EUA prejudica a competitividade da indústria nacional e alega que o governo poderia ter evitado tal retaliação comercial por meio de uma condução mais diplomática e técnica.
Além disso, a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) expressou sua preocupação de forma semelhante, afirmando que a tarifa erige obstáculos para o acesso ao mercado norte-americano, ameaçando a competitividade dos produtos nacionais. A FIEMG enfatiza a necessidade de regras claras nas negociações e no tratamento de contratos existentes para minimizar os impactos negativos da nova medida.
As tarifas sobre produtos brasileiros foram introduzidas como parte de uma estratégia comercial mais ampla dos EUA e têm sido uma fonte constante de tensão entre os dois países, refletindo as complexas dinâmicas comerciais em um cenário econômico global instável.
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Jornalista especializado em Economia

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