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Agronegócio
2 min de leitura

Feijão brasileiro sofre pressão de preços em julho

Diversas variedades enfrentam dinâmicas de mercado distintas

Gabriel Rodrigues03 de agosto de 2026 às 16:45
Feijão brasileiro sofre pressão de preços em julho

O mercado de feijão brasileiro em julho teve um desempenho desigual entre suas variedades, com o feijão carioca sendo fortemente afetado pela ampliação da oferta, enquanto os preços do feijão-preto se mantiveram mais estáveis.

Feijão Carioca – Peneira 12 e Nota 9 ou Superior

O segmento do feijão carioca de qualidade superior continuou a enfrentar pressão em julho, decorrente da colheita da terceira safra, notadamente nas regiões irrigadas do Cerrado, que aumentou a disponibilidade. A chegada constante de novos lotes diminuiu o poder de negociação dos vendedores, enquanto os compradores adotaram uma postura cautelosa, priorizando apenas as compras necessárias para reposição.

Os valores médios do feijão carioca caíram 11,68% em julho comparado ao mês anterior, embora ainda estivessem 61,4% acima dos números registrados em julho de 2025. A expectativa é de que essa pressão persista, influenciada pela colheita e pela demanda focada em reposições pontuais.

Feijão Carioca – Notas 8 e 8,5

As variedades de qualidade intermediária também seguiram a tendência de queda observada nos grãos superiores. A maior oferta e a cautela dos compradores restringiram o ritmo das negociações, com as indústrias se tornando mais seletivas. Os preços médios dos grãos de notas 8 e 8,5 recuaram 9,74% em relação a junho, permanecendo 72,1% acima dos valores de julho de 2025.

Belo Horizonte foi a única cidade a registrar valorização durante a última semana do mês, motivada pela demanda por lotes de coloração 8,5.

Feijão-Preto – Tipo 1

O mercado de feijão-preto se mostrou mais estável em comparação ao carioca. A demanda permaneceu moderada, mas a expectativa de uma oferta nacional reduzida impediu quedas mais acentuadas. Em julho, o preço médio do tipo 1 teve uma leve queda de 0,64% em relação a junho, mas ainda apresentava uma valorização de 63,2% em relação a julho de 2025.

Dados do Deral/Seab indicam que a produção paranaense de feijão deve ficar em torno de 518 mil toneladas na safra 2025/26, o que representa uma baixa de 41,4% comparado à safra anterior. No cenário internacional, a colheita na Argentina avança, embora a umidade excessiva atrase a secagem dos grãos.

As variações de preço do feijão refletem diretamente o impacto da colheita e da demanda nas diversas regiões do Brasil.

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