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Agronegócio
2 min de leitura

Preços do milho no Brasil se mantêm estáveis apesar da colheita

Demanda exportadora e de usinas de etanol impacta o mercado

Gabriel Rodrigues31 de julho de 2026 às 14:46
Preços do milho no Brasil se mantêm estáveis apesar da colheita

Os preços do milho no Brasil se mantiveram firmes no final de julho, mesmo com a colheita da segunda safra em pleno andamento. O crescimento da demanda por exportações e pelas usinas de etanol começou a competir pelo cereal disponível, enquanto muitos compradores optaram por adiar novas aquisições na expectativa de preços mais baixos.

De acordo com dados da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA), na Bolsa de Chicago, o contrato do milho com vencimento mais próximo fechou em US$ 4,45 por bushel no dia 30 de julho, uma queda em relação aos US$ 4,64 da semana anterior.

As condições das lavouras dos Estados Unidos mostraram uma leve deterioração, com 63% das áreas apresentando classificação entre boas a muito boas, 25% regulares e 12% ruins a muito ruins, em 26 de julho.

No Brasil, as cotações do milho não sofreram grandes oscilações. A média semanal recebida pelos produtores do Rio Grande do Sul foi de R$ 58,94 por saca, enquanto os valores nas outras regiões variaram entre R$ 44 e R$ 62,50 por saca.

Até 24 de julho, 91% da área destinada à safra 2025/26 em Mato Grosso já havia sido colhida, próxima à média histórica de 92,7%. Na região Centro-Sul, a colheita atingiu 60% em 23 de julho.

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A entrada do cereal no mercado não resultou na queda esperada dos preços, pois muitos compradores estão focando no consumo dos estoques atuais e adiando novas compras. Isso pode ser devido à crença de que as cotações poderão cair conforme a colheita avança.

As exportações se tornaram um fator crucial na formação dos preços. Em julho, o Brasil embarcou 1,35 milhão de toneladas de milho nos primeiros 18 dias úteis, 29,2% a menos do que no mesmo período do ano anterior.

Contexto

Para agosto, já existem cerca de 2,5 milhões de toneladas programadas para exportação, com a Espanha se destacando como um importante comprador do milho brasileiro. A crescente demanda pelas usinas de etanol pode acirrar ainda mais a concorrência no mercado.

O ritmo de embarques em agosto será crucial para determinar se a estabilidade dos preços continuará ou se um aumento na oferta poderá levar a uma queda nas cotações.

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