Doença causada pelo fungo Physopella zeae prejudica a produtividade nas safras

A ferrugem tropical do milho, originada pelo fungo Physopella zeae, segue como uma das principais ameaças às plantações em áreas de clima quente e úmido, especialmente entre fevereiro e agosto, um período crítico para as safras.
O uso repetido de fungicidas que atuam de forma similar tem elevado a resistência do fungo, dificultando o controle químico e apresentando novos desafios para os agricultores. Essa doença resulta em pequenas pústulas nas folhas, variando de alaranjado a marrom-claro, o que prejudica a fotossíntese e impacta negativamente o enchimento dos grãos e a produção total.
✨ Fungicidas de ação única aumentam a probabilidade de resistência física do patógeno.
O manejo químico é fundamental, principalmente nas lavouras de alta produtividade. Entretanto, a aplicação constante do mesmo grupo químico favorece a sobrevivência de indivíduos menos sensíveis ao fungicida, que se tornam dominantes ao longo das safras.
O manejo integrado de pragas e doenças é essencial para a preservação da eficácia dos fungicidas e para maximizar a produtividade. Inclui a rotação de culturas e o uso de fungicidas com modos de ação variados.
As recomendações para prevenir a resistência incluem evitar a aplicação contínua de fungicidas do mesmo grupo e utilizar misturas com produtos que operam em vários sítios. Limitar o número de aplicações do mesmo produto por safra e concentrar o controle no período crítico de sensibilidade das plantas são práticas essenciais.
Além disso, um manejo cultural adequado, como a escolha de híbridos resistentes, ajustes no calendário de plantio e práticas de limpeza de resíduos de culturas, são fundamentais para redução da pressão inicial de inóculo.
A qualidade da aplicação dos fungicidas também é um fator crucial. É preciso garantir uma cobertura uniforme das folhas por meio de volumes de calda, tipos de bicos de pulverização e regulagens adequadas do equipamento.
Finalmente, o controle da ferrugem tropical do milho deve sempre seguir orientações técnicas rigorosas e respeitar a legislação vigente, utilizando apenas fungicidas licenciados e com acompanhamento profissional apropriado.
"Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um(a) engenheiro(a) agrônomo(a) em condições reais de campo.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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