Doença causada por Rhizoctonia solani requer monitoramento e manejo preciso para evitar perdas na produção.

A queima das bainhas no arroz é identificada como uma das principais doenças que afetam as lavouras de arroz irrigado no Sul do Brasil, sendo crucial o monitoramento desde a lavoura até a escolha do fungicida.
Causada pelo fungo Rhizoctonia solani, essa enfermidade encontra condições favoráveis em ambientes de alta umidade, temperaturas elevadas e lâmina contínua de água. Por isso, o manejo preventivo é essencial entre os estágios de emborrachamento e enchimento dos grãos.
✨ As áreas com histórico de queima das bainhas necessitam de monitoramento intensivo e, em muitos casos, requerem aplicações preventivas de fungicidas.
Nos sistemas de arroz irrigado, como no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, o desenvolvimento da cultura ocorre principalmente entre primavera e outono. Neste período, a temperatura elevada e a umidade alta criam um ambiente propício para o surgimento da doença.
Os sintomas característicos surgem a partir do emborrachamento, afetando as bainhas foliares e colmos, podendo até atingir as panículas em casos severos. As lesões geralmente aparecem nas bainhas próximas ao nível da água e se tornam elípticas ou irregulares com coloração parda.
A identificação correta é crucial, pois a queima das bainhas pode ser confundida com outras enfermidades. A confirmação por meio de um diagnóstico técnico é recomendada para garantir a escolha do tratamento adequado.
Não manejada de forma apropriada, a doença pode reduzir a produtividade, gerar grãos mal formados e causar impactos negativos na qualidade industrial do arroz. A decisão sobre a aplicação de fungicidas deve levar em conta o histórico da área, a suscetibilidade da cultivar e as condições ambientais.
A alternância de culturas e o manejo dos restos culturais são igualmente relevantes para controlar a quantidade de inóculo presente no solo. A escolha do fungicida também deve observar o modo de ação e os períodos recomendados na bula.
Para a aplicação eficiente dos fungicidas, seguimentos técnicos detalhados em relação ao produto e às condições do campo são imprescindíveis. A escolha do momento certo para a aplicação pode ser decisiva para o sucesso do manejo.
Além disso, a prática de rotação de culturas, o controle da densidade de semeadura e o manejo hídrico são práticas que, se bem aplicadas, podem minimizar os riscos de incidência da doença.
A observação das condições climáticas, a escolha rigorosa das cultivares e a aplicação de fungicidas devem ser integradas em um manejo que juntamente considere a nutrição das plantas e outras práticas agronômicas para obter melhores resultados.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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