Estresses térmicos e manejo inadequado afetam a produção de grãos preenchidos.

O florescimento do arroz irrigado é considerado uma das etapas mais críticas do ciclo da cultura, podendo influenciar diretamente a produtividade final. Quando exposto a estresses como frio, calor excessivo ou falta de água durante esse período, o rendimento dos grãos pode ser severamente afetado.
Durante a fase de florescimento, as espiguetas se abrem, e ocorre a fecundação do óvulo pelo pólen, determinando quantos grãos formados alcançarão a colheita. Mesmo lavouras que apresentaram bom desenvolvimento até o emborrachamento podem sofrer perdas significativas se expostas a estresses pontuais.
✨ Fatores como temperatura, disponibilidade de água, manejo nutricional e sanidade das plantas são essenciais para garantir a fertilidade das flores durante o florescimento do arroz.
Esse período crítico começa alguns dias antes da emergência da panícula e se estende até o final do florescimento. É fundamental que as condições de temperatura e água sejam adequadas para o desenvolvimento do pólen e a abertura das flores. A manutenção de uma lâmina de água estável é vital para prevenir estresses.
A estratégia de manejo deve ser planejada desde a semeadura, com atenção especial ao período entre junho e setembro. Nesse momento, devem ser escolhidas as cultivares e épocas de plantio, buscando posicionar o florescimento numa fase com menor probabilidade de frio intenso ou calor extremo.
Avaliar as condições climáticas históricas e previsões sazonais é essencial para ajustar o calendário de plantio. Além disso, a escolha de cultivares com ciclos adequados à região e à época de semeadura, além da sensibilidade ao clima, é primordial.
A irrigação deve garantir uma lâmina de água constante, especialmente durante o período crítico. O manejo nutricional também deve ser equilibrado, evitando deficiências ou excessos que possam comprometer a saúde da cultura.
Após o florescimento, o monitoramento continua e deve incluir a observação da porcentagem de espiguetas vazias em diferentes pontos da lavoura. Essas observações permitirão aperfeiçoar o planejamento das futuras safras, adaptando práticas e cultivares às particularidades da área.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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