Indústria busca aproveitar nova janela de exportações a partir de janeiro de 2027.

Os frigoríficos brasileiros já iniciaram a produção de carne bovina destinada à China, com o objetivo de aproveitar a nova janela de exportações que se abre em janeiro de 2027. A informação foi divulgada por Roberto Perosa, presidente da Associação Brasileira de Exportadores de Carne (Abiec), durante a Sial Paris, uma das principais feiras internacionais do setor de alimentos.
Segundo Perosa, a maioria das empresas já está se preparando para enviar carne ao mercado chinês. 'Nós já começamos as produções para carne ser enviada à China. As empresas, a maioria delas, já está produzindo carne para enviar à China', afirmou.
Contudo, o executivo ressaltou que existem informações sobre estoques elevados de carne na China, o que gera incertezas quanto à continuidade das compras. 'Nós também temos informações que a China tem estoque de carne para mais de um ano. Então, é aguardar esse primeiro momento e ver se há persistência nessa demanda', explicou.
✨ O comportamento da demanda chinesa será crucial para a estabilidade dos preços da carne bovina brasileira no mercado internacional.
Perosa destacou que, caso o ritmo de compras da China se mantenha, a expectativa é de que haja estabilidade nos preços. Por outro lado, uma redução na demanda pode levar a uma queda nos valores negociados. 'Havendo a persistência, os preços se manterão. Talvez, com uma diminuição da demanda, os preços possam arrefecer um pouco', avaliou.
O setor planeja monitorar as compras chinesas nos próximos 40 a 60 dias para avaliar as perspectivas da nova janela de exportação.
Sial Paris abre oportunidades para carne brasileira em novos mercados. Além da China, a indústria de carne bovina do Brasil identifica oportunidades de expansão em outros destinos internacionais. Durante a SIAL Paris, Perosa notou uma presença expressiva de representantes de mercados como Oriente Médio e Sudeste Asiático, incluindo países como Vietnã, Malásia e Indonésia.
A diversificação dos compradores é vista como uma chance para aumentar os destinos das exportações brasileiras, especialmente em face das dificuldades comerciais em mercados tradicionais como a União Europeia. A expectativa é que a aproximação com novos importadores ajude a expandir as possibilidades de comercialização enquanto o setor observa o comportamento da demanda chinesa no início de 2027.
O repórter viajou a convite da Abiec e da ApexBrasil.
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