Ginseng de Paraná conquista Indicação Geográfica e ganha destaque
Reconhecimento valoriza produto local e abre novas oportunidades de mercado

O ginseng produzido em Querência do Norte, localizado no extremo noroeste do Paraná, recebeu a Indicação Geográfica (IG) com apoio do Sebrae, consagrando-se como o primeiro ginseng brasileiro com tal certificação. Este reconhecimento, concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), valoriza a qualidade, a tradição e o saber-fazer local, sendo o 25º produto paranaense a conquistar esse status.
✨ A conquista da IG representa um marco significativo para a raiz medicinal no Brasil e internacionalmente.
Misael Jefferson Nobre, presidente da Associação de Pequenos Agricultores de Ginseng de Querência do Norte (Aspag), enfatiza que essa realização é histórica: 'Sem o apoio do Sebrae, alcançar esse reconhecimento seria quase impossível. Desde o início, recebemos assistência técnica e incentivo'. Ele ressalta que o selo atende a uma demanda antiga do mercado internacional, onde já realizam exportações para países como China, França e Japão.
O dirigente ainda afirma que o ginseng paranaense possui qualidades comparáveis ao ginseng asiático, reconhecidas globalmente. 'Buscamos oferecer ao consumidor nacional um ginseng puro, orgânico e de excelência, ao mesmo tempo em que ampliamos nossa presença no mercado global', completou.
Hulda Giesbrecht, coordenadora de Tecnologias Portadoras de Futuro do Sebrae, comentou que as indicações geográficas são ferramentas fundamentais para o desenvolvimento econômico. 'Elas agregam valor ao produto, salvaguardam a identidade territoriais e aumentam o acesso a mercados internacionais mais rigorosos.'
Esse produto está intrinsecamente ligado ao modo de vida das comunidades tradicionais, como os ilhéus do Rio Paraná, que habitam as ilhas da região. A Aspag une agricultores ligados a assentamentos de reforma agrária e comunidades locais, formando uma cadeia produtiva que valoriza a tradição, o cultivo orgânico e a colaboração coletiva.
Com a Indicação Geográfica, os produtores esperam não apenas aumentar as exportações, mas também avançar no mercado interno. Atualmente, o consumo de ginseng no Brasil é restrito e caracterizado pela presença de produtos mistos de qualidade inferior.
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