J.P. Morgan afirma que restrições devem ser menos severas em comparação a surtos anteriores.

A Doença de Newcastle identificada em uma criação comercial de perus em Nova Itaberaba, Santa Catarina, deve ter um impacto restrito nas operações dos principais frigoríficos, de acordo com a análise do banco J.P. Morgan.
Conforme as projeções, Santa Catarina representa entre 10% e 20% das exportações de carne de frango da MBRF e da JBS/Seara. O J.P. Morgan espera que os prejuízos nos negócios dessas companhias sejam menores em comparação ao surto anterior, que ocorreu em julho de 2024.
✨ A análise sugere que, a menos que haja um surto de grande escala, o impacto nas vendas das empresas será reduzido devido a mudanças nos protocolos de restrição de vários países.
No último surto de Doença de Newcastle, em Anta Gorda (RS), a maior parte das restrições impostas pelos importadores durou cerca de um mês, com algumas mantidas por períodos mais longos. Naquela época, as exportações de carne de frango caíram 100 mil toneladas durante o período de proibições, mas se recuperaram rapidamente.
Além disso, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) das empresas não sofreu efeitos significativos, com a MBRF, que era ainda conhecida como BRF, reportando um aumento no Ebitda internacional de R$ 1,49 bilhão no segundo trimestre de 2024 para R$ 1,63 bilhão no trimestre seguinte. A margem operacional subiu de 21% para 22,3%.
Em relação à JBS, o Ebitda da empresa também não apresentou impacto relevante durante o episódio da Doença de Newcastle. O Ebitda da Seara, por sua vez, cresceu de US$ 387 milhões no segundo trimestre de 2024 para US$ 461 milhões no terceiro trimestre, com uma margem aumentando de 17,4% para 21%.
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