Condições de crédito no setor agro se deterioram, refletindo em recuperação judicial de empresas.

A inadimplência entre produtores rurais pessoas físicas alcançou 7,4% em fevereiro de 2026, um aumento significativo em relação aos 2,9% registrados no mesmo mês do ano anterior, conforme dados do Banco Central. Quando se consideram apenas as operações a taxas de mercado, esse índice salta para 13,8%.
Os desembolsos de crédito no agronegócio também apresentaram uma queda acentuada, totalizando R$ 12,7 bilhões no primeiro mês da safra 2026/27, menos da metade dos R$ 28,3 bilhões disponibilizados no mesmo período do ano anterior, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).
✨ Além disso, o número de empresas do agronegócio em recuperação judicial cresceu 66% em doze meses, totalizando 1.263 CNPJs até junho de 2026, conforme o Monitor RGF-BizDoc.
Com a concessão de crédito mais restrita, o mercado de capitais, que inclui CRAs, FIDCs e Fiagros, se tornou uma alternativa para financiamento no setor. No entanto, este mercado só aceita crédito padronizado e auditável.
O AgRisk Capital, unidade especializada em antecipação de recebíveis, trabalha para atualizar as políticas de crédito e padronizar os títulos, facilitando o acesso das revendas ao mercado de capitais. Alonso Neto, Head of Financial Services do AgRisk, destacou a importância de um crédito padronizado para mitigar riscos.
O AgRisk Capital também se prepara para a implementação da duplicata escritural, que centralizará o registro dos títulos em ambiente eletrônico, e já integra essa mudança em sua operação, oferecendo produtos estruturados e trabalhando com instituições de desenvolvimento.
Desde sua fundação em 2016 em Uberlândia (MG), o AgRisk se tornou uma infraestrutura completada, reunindo soluções para a jornada de crédito de empresas que avaliam risco no agronegócio, processando milhares de propostas de crédito e analisando dívidas em diversos segmentos do mercado B2B.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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