Evento em Curitiba destaca queda nas entregas e expectativa de crescimento futuro no setor.

A indústria nacional de fertilizantes voltou a mostrar otimismo para 2027, planejando uma recuperação após uma crise esperada para 2026, onde as entregas devem cair significativamente. Durante o 20º Simpósio Sindiadubos NPK 2026 em Curitiba, foram reveladas estimativas de que o volume de fertilizantes comercializados atinja 47,5 milhões de toneladas no próximo ano.
Após alcançar um recorde de 49,1 milhões de toneladas em 2025, o setor enfrenta um momento crítico, com uma queda projetada de 16,5% para 2026. O aumento nos preços das matérias-primas, impulsionado por instabilidades geopolíticas, tem colocado pressão sobre as margens de lucro dos produtores.
"Tivemos um ano extremamente difícil. Temos uma máxima no setor que um ano nunca é igual ao outro, mas este foi inacreditável. O gráfico de preços parecia um eletrocardiograma.
O engenheiro agrônomo Jeferson Souza, analista da Agrinvest Commodities, prevê que as entregas de fertilizantes fechem 2026 em 43,6 milhões de toneladas, o que representa uma queda de 11%. No entanto, ele alerta que essas projeções são revisadas mensalmente e podem variar.
✨ Embora o curto prazo seja incerto, há expectativas positivas para 2027, com novas demandas nas culturas de milho, sorgo e soja.
Souza observa que, apesar das incertezas atuais, há claros vetores de crescimento que podem aquecer o mercado de fertilizantes nos próximos anos.
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