Abates desaceleram enquanto a retenção de fêmeas redefine a dinâmica pecuária.

O mercado brasileiro do boi gordo está entrando no último trimestre de 2026 com uma desaceleração perceptível no ritmo dos abates, resultado de diversos fatores, incluindo maior ociosidade nas indústrias frigoríficas e uma queda na ocupação dos confinamentos.
Também se observa uma mudança no comportamento de abate das fêmeas, com indícios claros de retenção, o que é relevante em um momento de transição no ciclo pecuário. Apesar desse contexto, o volume de carne abatido permanece elevado, reflexo de um ciclo intenso de descarte dos últimos anos.
✨ As projeções indicam que o rebanho brasileiro deve passar de 238,6 milhões de bovinos em 2023 para aproximadamente 232,1 milhões em 2026, apresentando uma retração de cerca de 6,5 milhões de cabeças.
Adicionalmente, a distribuição regional do rebanho também está mudando, com o Centro-Oeste, que historicamente teve grande destaque na bovinocultura, enfrentando redução no seu efetivo devido à competição com atividades agrícolas que oferecem maior rentabilidade.
É previsto que os preços do boi gordo aumentem no quarto trimestre de 2026, à medida que a demanda interna e externa se ajusta, embora eventuais flutuações nas exportações possam limitar a intensidade dessa valorização.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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