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Agronegócio
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Mercado de feijão enfrenta queda, mas ainda acumula valorizações em 2026

Queda nas cotações se deve a colheita avançada e qualidade prejudicada

Acro Rodrigues08 de junho de 2026 às 11:45
Mercado de feijão enfrenta queda, mas ainda acumula valorizações em 2026

Os mercados de feijão carioca e preto no Brasil iniciaram junho com uma tendência de queda nos preços, conforme as análises do Cepea. Essa redução é resultado da cautela dos compradores, do progresso na colheita da segunda safra e da diminuição da qualidade de alguns lotes colhidos no Paraná, especialmente nas regiões atingidas por geadas.

Após um significativo aumento das cotações em maio, o mercado de feijão começou o mês de junho com menos suporte em relação aos preços. Pesquisadores do Cepea notaram que a cautela dos compradores resultou em menor liquidez, contribuindo para as quedas nos preços.

Apesar da recente desvalorização, o mercado de feijão ainda mantém alta em 2026.

Com a expansão da colheita da segunda safra, a oferta de feijão aumentou nas principais regiões produtoras. No entanto, a qualidade abaixo do esperado de alguns lotes, especialmente no Paraná, diminuiu o interesse de compra, particularmente nas áreas afetadas por geadas. Esse cenário levou os agentes do mercado a ficarem mais cautelosos em relação à oferta disponível.

Em contrapartida, as importações brasileiras de feijão cresceram consideravelmente em maio, totalizando 5,28 mil toneladas, um aumento de mais de seis vezes em comparação ao mesmo mês do ano passado e o maior volume desde 2020. As compras foram predominantemente da Argentina, com 65% de feijão preto e 25% de feijão branco.

Quanto às exportações, o Brasil enviou 12,09 mil toneladas de feijão em maio, o que representa uma leve queda de 0,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Quando comparado com 2024, quando o país havia batido o recorde de 22,84 mil toneladas exportadas, a diferença foi de 47,1%.

Contexto do Mercado de Feijão

O mercado de feijão brasileiro continuará a ser influenciado pelo progresso da colheita, a qualidade dos lotes e a atitude dos compradores. Apesar das dificuldades imediatas, fatores como a redução da área cultivada e a escassez de grãos de qualidade superior podem ajudar a sustentar alguns dos preços ao longo de 2026.

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