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Agronegócio
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Mercado de milho enfrenta pressão por colheita e queda no dólar

Queda nos preços é influenciada por maior oferta e colheita da safrinha

Ricardo Alves03 de junho de 2026 às 07:45
Mercado de milho enfrenta pressão por colheita e queda no dólar

O mercado brasileiro de milho começou a semana sob pressão, impactado pela combinação de quedas nos contratos internacionais, desvalorização do dólar e o avanço da colheita da safrinha em regiões-chave para a produção. As informações foram divulgadas pela TF Agroeconômica.

Na B3, a commodity apresentou queda na terça-feira, alinhando-se com os movimentos em Chicago, além de uma expectativa de maior oferta no curto prazo devido ao início da colheita da segunda safra, especialmente em estados de alta produção.

Dados do Cepea mostram que os trabalhos de colheita se concentram ainda no Paraná e em Mato Grosso, com preços inferiores aos registrados no começo da temporada 2024/25 em áreas como Sorriso e Norte do Paraná.

Na bolsa brasileira, o contrato de julho de 2026 fechou a R$ 64,59, representando uma queda diária de R$ 0,58 e um recuo semanal de R$ 1,54.

Os contratos de setembro de 2026 encerraram a R$ 66,96, com uma baixa de R$ 0,79 no dia, enquanto o contrato de novembro de 2026 terminou a R$ 70,50, recuando R$ 0,30.

No Rio Grande do Sul, a colheita atingiu 98% da área plantada, superando as previsões iniciais, embora o mercado apresente baixa liquidez. Os preços, no entanto, se mantêm firmes devido à reposição pontual de estoques, com uma média estadual de R$ 58,76 por saca.

Em Santa Catarina, a colheita foi finalizada, mas as transações continuam em ritmo lento, com valores próximos a R$ 70 por saca, enquanto a demanda está em torno de R$ 65, limitando as negociações.

No Paraná, a primeira safra foi concluída e o mercado avalia os impactos das geadas sobre a segunda safra. Mato Grosso do Sul observou uma leve reação nos preços, mas a comercialização permanece morosa, com expectativas de aumento na oferta para as próximas semanas.

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