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Agronegócio
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Mercado de milho registra queda com cautela sobre produção na América do Sul

Expectativa sobre safra brasileira e argentina afeta negócios

Camila Souza Ramos11 de junho de 2026 às 07:40
Mercado de milho registra queda com cautela sobre produção na América do Sul

O mercado de milho fechou a quarta-feira apresentando um desempenho misto, enquanto os operadores demonstram cautela em relação às expectativas de produção na América do Sul e ao avanço da segunda safra no Brasil.

Expectativa do USDA sobre aumento das estimativas da safra impacta mercado.

Segundo a TF Agroeconômica, as previsões de que o USDA possa revisar para cima as estimativas de produção de milho do Brasil e da Argentina nesta quinta-feira afetaram o ritmo das transações, em um cenário onde as condições de cultivo ainda estão sendo definidas em várias regiões, com a colheita programada para os próximos meses e incertezas climáticas afetando parcialmente alguns estados.

Na bolsa brasileira (B3), os contratos futuros encerraram o dia em baixa. O contrato para vencimento em julho de 2026 fechou cotado a R$ 64,62, resultado de uma queda de R$ 0,64 no dia e R$ 0,76 na semana. O vencimento de setembro de 2026 terminou em R$ 66,85, apresentando uma diminuição de R$ 0,61 diariamente e R$ 1,35 ao longo da semana. Já o contrato de novembro de 2026 fechou a R$ 70,36, com uma baixa de R$ 0,27 no dia e R$ 0,99 na semana.

Movimentação nos estados

No Rio Grande do Sul, a liquidez permanece baixa, com negócios ocorrendo de forma esporádica. Os preços estão entre R$ 57,00 e R$ 69,00 por saca, resultando em uma média de R$ 59,27, o que representa uma alta de 0,87% na semana. A pressão de venda diminuiu e a reposição ocasional de estoques ajuda a manter os preços, embora os compradores permaneçam cautelosos e com estoques suficientes no curto prazo.

Em Santa Catarina, a movimentação também é restrita, com os preços próximos de R$ 65,00 por saca, enquanto a demanda se estabiliza em torno de R$ 60,00. A discrepância entre as ofertas e os pedidos limita os fechamentos, em um cenário de estoques suficientes e expectativa de aumento na disponibilidade com o progresso da colheita em outras regiões.

No estado do Paraná, o mercado spot continua estável, com preços próximos de R$ 65,00 e demanda ao redor de R$ 60,00 CIF. O clima atual é favorável para a segunda safra, que apresenta desenvolvimento satisfatório, com 79% das áreas em boas condições, 14% em condições médias e 7% em estado ruim, conforme dados do Deral.

Por fim, em Mato Grosso do Sul, os preços variam entre R$ 51,38 e R$ 52,50 por saca. Apesar de uma leve firmeza pontual, a crescente oferta, os altos estoques e a cautela dos compradores dificultam uma recuperação mais consistente dos preços.

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