Diferenças de preços afetam regiões produtoras de soja no Brasil

No dia 27 de agosto, o mercado de soja apresentou grandes variações nos preços entre as regiões produtoras do Brasil, de acordo com a análise da TF Agroeconômica. Essa volatilidade reflete uma formação de preços desigual, que está atrelada a fatores como localização, condições de entrega e volume de originação.
No Rio Grande do Sul, a maior discrepância ocorreu entre os preços do balcão e do mercado comercial. Enquanto as localidades de Não Me Toque e Nonoai apresentaram preços de R$ 133,00 por saca de 60 quilos, Passo Fundo registrou uma diferença de R$ 17,00, aproximadamente 12,8% entre as duas modalidades.
✨ Em Santa Rosa, o preço disparou para R$ 149,50, com referência no porto de Rio Grande a R$ 157,50.
Em Santa Catarina, houve um avanço moderado do preço do balcão, com Palma Sola alcançando R$ 135,50 e Rio do Sul mantendo R$ 133,00. A referência comercial em Balneário Camboriú foi de R$ 138,00, enquanto no porto de São Francisco do Sul, o preço chegou a R$ 156,50.
No Paraná, a oferta de lotes foi reduzida, com Cascavel cotada a R$ 132,00 no balcão do Deral. Já o mercado de lotes atingiu R$ 149,21, e o porto de Paranaguá registrou R$ 155,05.
O Deral também projeta uma safra recorde de soja para 2026/27, com uma produção estimada em 22,64 milhões de toneladas, representando um crescimento de 4% em relação à safra anterior.
Em Mato Grosso do Sul, os preços variaram, com Dourados a R$ 143,00 e Campo Grande a R$ 143,50. Em Mato Grosso, o mercado comercial flutuou, registrando Rondonópolis a R$ 144,00, Alto Garças a R$ 143,00 e Primavera do Leste a R$ 142,00, novamente destacando a influência da localização na formação de preços.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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