Demanda internacional e problemas climáticos sustentam preços, apesar das correções.

O mercado de trigo segue sustentado por fatores como a oferta, riscos geopolíticos e desafios climáticos. Apesar de algumas correções de curto prazo devido a movimentos técnicos e expectativas diplomáticas, a análise da TF Agroeconômica mostra um cenário ainda altista tanto no Brasil quanto no médio prazo em Chicago.
Externamente, a continuidade da guerra entre Rússia e Ucrânia aumenta o risco sobre a logística do Mar Negro. A possível interrupção das atividades nos portos ucranianos até dezembro ou janeiro pode restringir exportações, levando compradores europeus e asiáticos a aceitarem preços mais elevados e buscar trigo de origens alternativas.
✨ Importadores asiáticos já compraram mais de 500 mil toneladas, evidenciando uma demanda física forte.
No Brasil, a colheita avança lentamente, com apenas 8,1% da área colhida, um ritmo menor que o de 2025 e a média dos últimos cinco anos. No Paraná, os custos de produção aumentaram 3,43% em agosto, e o excesso de chuvas tem afetado a qualidade do trigo. A condição é preocupante, especialmente nas regiões de São Paulo e Paraná, onde a qualidade pode ser comprometida. Adicionalmente, no Rio Grande do Sul, a presença de giberela e a baixa disponibilidade impulsionam as cotações.
Fatores que pressionam as quedas incluem a realização de lucros por fundos, declarações sobre possíveis negociações de paz e o avanço acelerado da colheita de trigo de primavera nos Estados Unidos, além do aumento da produção estimada da Austrália, elevada para 29,9 milhões de toneladas, que pode ampliar a oferta mundial.
Na análise técnica, Chicago mantém uma tendência de alta, porém em correção, com suporte entre 710 e 715 centavos por bushel. Estruturas altistas permanecem no Paraná e no Rio Grande do Sul, indicando que o mercado físico brasileiro resiste ao movimento de baixa que se observa no exterior.
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