Oferta escassa e incertezas climáticas complicam negociações

No Sul do Brasil, o cenário do mercado de trigo apresenta desafios significativos, com oferta escassa que dificulta a negociação entre compradores e vendedores. Segundo informações da TF Agroeconômica, em terras gaúchas, os compradores estão dispostos a pagar entre R$ 1.350 e R$ 1.400 por tonelada FOB, enquanto os vendedores exigem entre R$ 1.400 e R$ 1.500.
Esta discrepância de preços é reflexo da baixa disponibilidade do cereal e da expectativa de preços mais elevados. Os moinhos do Rio Grande do Sul, que já estão abastecidos para setembro e parte de outubro, necessitam garantir uma reserva adicional antes da colheita da nova safra.
✨ Na exportação, a oferta de R$ 1.270 por tonelada para dezembro não tem atraído vendedores, mantendo os contratos interrompidos.
Além disso, o trigo argentino, disponível em Canoas, é comercializado a R$ 1.586 por tonelada. Para a nova safra, a atividade de negociação continua limitada, com apenas cerca de 60 mil toneladas já comercializadas devido à relutância dos produtores em fazer vendas antecipadas, possivelmente por receios relacionados ao clima.
Em Panambi, o preço de balcão do trigo subiu para R$ 70 por saca. Já em Santa Catarina, os preços ao produtor tiveram um leve aumento entre R$ 2 e R$ 3 por saca em algumas áreas, apesar do mercado permanecendo devagar.
Nestes locais, o trigo para pão é negociado entre R$ 1.350 e R$ 1.400 por tonelada, enquanto produtos branqueadores atingem R$ 1.500 FOB. No estado do Paraná, a demanda aumentou à medida que o fim do mês se aproxima, com os moinhos buscando repor matéria-prima. Os valores da safra antiga giram em torno de R$ 1.500 CIF moinho, com escassez de ofertas, enquanto a nova safra apresenta preços a partir de R$ 1.450 FOB.
A recomendação é abster-se de vendas antecipadas do trigo físico, devido ao risco associado à entrega, e explorar opções no mercado de futuros para assegurar preços.
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