Mercado de trigo no Sul enfrenta dificuldades e baixa liquidez
Negociações em queda e expectativa pela nova safra marcam o setor

O mercado de trigo no Sul do Brasil continua enfrentando uma queda na liquidez e dificuldades na venda de farinha. As movimentações estão limitadas enquanto compradores e vendedores ajustam seus estoques na expectativa da nova safra.
De acordo com a TF Agroeconômica, os aumentos observados em Chicago não tiveram repercussão no Rio Grande do Sul, tampouco influenciaram os preços do trigo argentino nacionalizado. Na última semana, o mercado gaúcho reportou negócios pontuais e com volumes modestos.
✨ No interior do estado, pequenas quantidades de sobra de semente foram vendidas a moinhos menores por preços que variaram até R$ 1.285 a tonelada, enquanto os lotes maiores alcançaram R$ 1.300.
No que diz respeito ao trigo argentino, o preço se manteve em US$ 276 por tonelada CIF Canoas. Além disso, moinhos relataram problemas de qualidade com o trigo local devido a níveis elevados de DON.
Em Panambi, o preço de balcão foi de R$ 70,02 por saca. Já em Santa Catarina, as ofertas já se esgotaram, com o último negócio registrado a R$ 1.350 por tonelada FOB. O trigo do Rio Grande do Sul está sendo ofertado entre R$ 1.340 e R$ 1.400, excluindo frete e ICMS.
A venda de farinha continua estagnada, forçando indústrias a diminuir a moagem e aumentar os estoques. Por outro lado, o farelo teve um leve aumento, negociado a R$ 1,10 ensacado.
Os preços do balcão mantiveram-se estáveis em Chapecó, Rio do Sul e Xanxerê, subiram em Canoinhas e Joaçaba, enquanto em São Miguel do Oeste houve uma queda.
No Paraná, as negociações apresentaram uma leve alta, especialmente na região de Curitiba, onde o trigo foi vendido a R$ 1.450 CIF moinho. Nas regiões dos Campos Gerais, os preços permaneceram estáveis, enquanto no Norte do estado as variações foram de R$ 1.530 a R$ 1.550 CIF.
Para a nova safra, as expectativas de preços variam entre R$ 1.400 e R$ 1.420, mas muitos vendedores estão cautelosos devido ao risco relacionado ao fenômeno El Niño, resultando na escassez de negócios reportados.
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