Moinhos buscam trigo nacional em meio à baixa oferta e comparações com importados

A demanda por trigo de qualidade está sustentando o mercado no Sul do Brasil, com os moinhos em busca ativa do produto nacional. A TF Agroeconômica revela que os preços estão firmes no Rio Grande do Sul, com estabilidade em Santa Catarina e aumento no Paraná devido à escassez de oferta.
No Rio Grande do Sul, moinhos estão encontrando dificuldades para adquirir trigo de qualidade. Os preços para lotes qualificados alcançam R$ 1.500 por tonelada CIF, com um prazo de pagamento de até 45 dias. Os compradores demonstram disposição para pagar esse valor pelo trigo nacional, que oferecem maior garantia de qualidade em comparação ao importado, especialmente o argentino.
Apesar das flutuações, a consultoria TF Agroeconômica ressalta que este preço não representa uma média do mercado, mas sim o maior valor registrado na última semana. A valorização do dólar não teve um impacto significativo nos níveis de importação, e a procura por trigo branqueador também aumentou, resultando em boas negociações.
✨ Os moinhos estão totalmente cobertos para maio, com 50% das necessidades de junho já atendidas.
Até agora, aproximadamente 40 mil toneladas foram negociadas futuramente entre moinhos e exportadores. A previsão é de que a área de cultivo no Rio Grande do Sul diminua em pelo menos 25%, acompanhada por uma redução de 60% nos investimentos em fertilizantes.
Em Santa Catarina, o preço mínimo do trigo alcançou R$ 1.350 por tonelada FOB, enquanto no Paraná, as transações estão em faixa de R$ 1.320 a R$ 1.350 para trigo pão no Sudoeste. O trigo gaúcho é negociado entre R$ 1.350 e R$ 1.400 FOB para branqueador, e no Paraná, os negócios se situam entre R$ 1.330 e R$ 1.400 FOB, com novas ofertas alcançando até R$ 1.500 FOB.
O produto nacional continua a se destacar em relação ao importado, especialmente em aspectos de qualidade e logística.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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