Estudo da StoneX aponta queda na produção e aumento na demanda como fatores para o déficit previsto.

O mercado global de cacau concluiu a temporada 2025/26, finalizada em setembro, com um superávit de 494 mil toneladas, marcando a maior recomposição da oferta desde a temporada 2020/21.
Entretanto, de acordo com um levantamento da StoneX divulgado nesta quarta-feira (28/10), o cenário se torna mais desafiador para o ciclo 2026/27, com previsão de déficit de 64 mil toneladas em razão da expectativa de queda na produção e da recuperação gradual da demanda.
✨ A revisão do balanço global para 2025/26 resultou em uma elevação da estimativa de superávit, impulsionada principalmente pela produção dos principais países fornecedores.
A produção da Costa do Marfim, maior origem mundial da amêndoa, foi revisada para 2,05 milhões de toneladas. Em Gana, dados do Cocobod, o órgão regulador do setor cacaueiro, indicam que a produção se aproximou de 700 mil toneladas, enquanto o Brasil teve uma das suas melhores safras históricas.
O Equador também encerrou a temporada com exportações recordes, por outro lado, Camarões enfrentou dificuldades de oferta devido ao calor e ao vento seco Harmattan.
A StoneX ajustou ainda em 30 mil toneladas a estimativa de demanda para 2025/26, totalizando 4,69 milhões de toneladas, impulsionada por uma moagem global acima das expectativas no terceiro trimestre.
Para a nova safra 2026/27, as projeções indicam uma redução de 9,6% na oferta global, com uma diminuição de 90 mil toneladas em relação ao que foi projetado em julho, influenciado por fatores climáticos, como os efeitos do El Niño.
Na Costa do Marfim, chuvas abaixo da média e o ritmo lento da colheita suscitam preocupações sobre a disponibilidade de amêndoas. Na Indonésia, uma seca severa ameaça a produção e, no Equador, o excesso de umidade se torna uma preocupação.
A combinação de oferta reduzida e demanda em recuperação deve interromper o processo de recomposição dos estoques globais, aumentando a vulnerabilidade do mercado a eventuais problemas climáticos.
O clima na região do Oeste Africano, onde se concentra uma parte significativa da produção mundial, será crucial para as perspectivas de oferta e os preços ao longo do próximo ciclo.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!

Soja e milho avançam, mas fatores distintos impactam suas movimentações.

Consultoria StoneX aponta redução nas compras de diversos tipos de fertilizantes devido a alta nos custos e menor demanda.

Valorização é impulsionada pela baixa oferta e pela alta demanda no mercado.

Queda na produção ocorre devido a condições climáticas adversas.