Estoques elevados não evitam aumento nos preços do arroz indiano, que chega a maior nível em um ano.

O mercado global de arroz está atento à situação da Índia, uma vez que a combinação de produção reduzida, aumento dos preços e estoques robustos gera preocupação. O USDA informou que a previsão de produção indiana para 2026/27 caiu de 150 milhões para 147 milhões de toneladas, marcando a primeira redução anual desde 2015/16.
A indústria indiana, por sua vez, projeta uma produção ainda menor, em cerca de 144 milhões de toneladas, quase 10 milhões a menos que os 154 milhões da safra anterior. Essa diminuição representa uma retração de cerca de 6,5%, a mais significativa em quase duas décadas, sendo o clima o principal fator para essa situação.
✨ As chuvas durante as monções têm registrado 15% a menos do que o normal, com algumas regiões enfrentando déficits de até 42%. A área cultivada com arroz de verão, que corresponde a mais de 80% da produção nacional, caiu quase 4%.
Os preços do arroz já começaram a refletir essa situação, com o arroz parboilizado indiano apresentando valores entre US$ 375 a US$ 381 por tonelada, o que é o maior nível registrado em mais de um ano, em comparação aos preços anteriores que variavam entre US$ 364 e US$ 369.
Por outro lado, os estoques permanecem altos, com 59,6 milhões de toneladas em 1º de setembro, segundo dados públicos. O USDA também elevou os estoques finais de 2025/26 para um recorde de 58,5 milhões de toneladas. Isso, por enquanto, diminui o risco de restrições nas exportações, mas a dinâmica de mercado dependerá da disponibilidade desse arroz no mercado internacional e seus preços.
Além disso, o USDA reduziu em 3,4 milhões de toneladas a produção mundial de 2026/27, passando para 533,9 milhões de toneladas, contribuindo para um cenário que requer reavaliação por parte dos envolvidos no comércio internacional de arroz.
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