Preços firmes e produtores cautelosos marcam negociações nesta semana.

O mercado de soja nas regiões Sul e Centro-Oeste encerrou a última sexta-feira com negociações seletivas e preços firmes em várias localidades. Os produtores têm demonstrado resistência em ampliar a oferta, à medida que o plantio da safra 2026/27 avança e ganha destaque nas decisões comerciais.
Conforme a TF Agroeconômica, a combinação de fatores como câmbio, umidade e necessidades financeiras implica em diferenças significativas entre as regiões, restringindo uma liberação mais ampla dos volumes disponíveis. No Rio Grande do Sul, os preços do porto continuam a sustentar as referências, mas a venda no interior permanece limitada.
✨ Rio Grande foi cotada a R$ 163,00 por saca, enquanto Ijuí e Cruz Alta foram respectivamente indicadas em R$ 153,50 e R$ 154,00.
Em Santa Catarina, o mercado manteve-se cauteloso, com preço em São Francisco do Sul registrado a R$ 162,50, e um aumento de atenção quanto ao risco de umidade excessiva no início do plantio da nova safra. No Paraná, o início do plantio já atingiu 15% dos 5,74 milhões de hectares projetados, com a produção inicialmente estimada em 22,59 milhões de toneladas.
Os preços em Paraná foram registrados, com Paranaguá a R$ 162,00 e Ponta Grossa a R$ 157,00, embora a comercialização siga de maneira seletiva mesmo com preços elevados. Em Mato Grosso do Sul, o mercado apresentou apenas movimentos pontuais e 1,5% da área acompanhada foi plantada, com Dourados a R$ 147,00 e Maracaju a R$ 145,50.
Até o momento, em Mato Grosso, 3,87% da área projetada foi semeada, com o ritmo das semeaduras dependente da distribuição das chuvas. Os preços em Campo Verde foram marcados a R$ 144,00, enquanto Rondonópolis registrou R$ 146,50 e Sorriso a R$ 138,50. Embora as vendas futuras estejam ganhando espaço, a comercialização do produto disponível segue com cautela, em meio a preocupações com possíveis impactos na janela de plantio da segunda safra de milho.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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