Trigo, soja e milho apresentam viés positivo com expectativas de produção e clima nos EUA.

Os mercados agrícolas iniciam esta quarta-feira com alta nas principais commodities negociadas em Chicago, impulsionados pela expectativa dos dados do USDA, fatores climáticos nos Estados Unidos e tensões na região do Mar Negro.
Segundo a TF Agroeconômica, trigo, soja e milho apresentam viés positivo na abertura, embora cada mercado responda a fundamentos distintos.
No trigo, os contratos avançam antes da divulgação dos relatórios do USDA, que incluirão o resumo anual da produção de grãos de inverno. O mercado também acompanha novos ataques na região do Mar Negro, que reduzem as expectativas sobre um possível acordo para facilitar as exportações entre Rússia e Ucrânia.
A infraestrutura energética de Kiev e de áreas próximas foi alvo de ataques, assim como instalações críticas em outras regiões ucranianas e a infraestrutura portuária em Izmail, uma rota alternativa de escoamento pelo rio Danúbio.
Na soja, a recuperação em Chicago é limitada pela cautela em relação à demanda chinesa. O contrato para novembro/26 sobe 3,75 centavos, alcançando US$ 13,01 por bushel, enquanto o janeiro/27 avança 4 centavos, chegando a US$ 13,16. A China mantém uma tarifa de 10% sobre a soja dos EUA e, segundo a Reuters, os estoques nas unidades de processamento chinesas atingiram máximas de 15 anos.
Parte das necessidades de outubro e novembro foi atendida com produtos do Brasil e da Argentina. O mercado aguarda também o relatório trimestral de estoques do USDA, que estima 324 milhões de bushels, ou 8,82 milhões de toneladas, disponíveis no dia 1º de setembro.
✨ No milho, a alta é sustentada pela possibilidade de chuvas atrasarem a colheita nos EUA e pelo cenário favorável para exportações americanas à União Europeia.
Adicionalmente, o petróleo WTI sobe 1,15%, cotado a US$ 90,53, enquanto o Índice Dólar recua 0,15% e o euro avança 0,13% frente ao dólar.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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