Demanda impulsiona preços da soja, mesmo com expectativa de oferta alta nos EUA.

Os mercados de grãos iniciam a semana com pressão sobre os preços do milho e do trigo, enquanto a soja mostra resistência devido à demanda, apesar da previsão de elevada oferta. As informações são da TF Agroeconômica, que destacou as projeções para a produção e os estoques nos Estados Unidos como influenciadores das tendências desta segunda-feira.
Para o milho, a estimativa de safra nos Estados Unidos aumentou em 6 milhões de toneladas, totalizando 407,3 milhões. A produtividade esperada subiu para 181,2 bushels por acre, ou 11.380 quilos por hectare, o que intensificou a pressão em Chicago e impactou os preços na Europa. Além disso, os estoques mundiais foram projetados em 280,44 milhões de toneladas.
O trigo foi afetado pela queda no milho, com os estoques finais nos EUA revisados para cima, de 19,51 milhões para 20,14 milhões de toneladas, com reduções nas exportações previstas. Na Europa, a produção de trigo caiu para 133 milhões de toneladas, enquanto a colheita de milho recuou de 50,6 milhões para 48 milhões. Os armazéns globais de trigo permaneceram estáveis em 276,04 milhões de toneladas.
A soja, por sua vez, teve um fechamento positivo na sexta-feira, mesmo com a expectativa de uma safra recorde nos Estados Unidos, estimada em 124,15 milhões de toneladas, com uma produtividade de 53,1 bushels por acre. A elevação nas exportações e o aumento no processamento sustentam a demanda, enquanto os estoques finais nos EUA devem ficar em torno de 8,6 milhões de toneladas.
No Brasil, as condições de umidade favoráveis estão beneficiando o plantio, que já foi realizado em cerca de 20% da área prevista. Em outro ponto, a China cortou sua estimativa de safra para 20,36 milhões de toneladas na temporada 2026/27.
✨ Os indicadores mostram que o dólar BMF Mini caiu 0,71%, a R$ 5,0045, enquanto o petróleo Brent subiu 1,45%, a US$ 106,06, e o índice dólar avançou 0,20%.
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