Produtores enfrentam desafios climáticos e operacionais em diversas regiões do Brasil.

O mercado da soja dá início à safra 2026/27 com a atenção voltada para fatores como clima, avanço do plantio, custos operacionais e variações nos preços nas principais regiões produtoras. De acordo com a TF Agroeconômica, o Rio Grande do Sul está particularmente atento aos riscos climáticos, devido à previsão de forte influência do El Niño e à possibilidade de chuvas de até 200 milímetros acima da média entre outubro e dezembro.
Essas chuvas excessivas podem restringir a janela para o trabalho das máquinas no campo. No que diz respeito aos preços, o estado apresentou movimentos mistos, com valores de R$ 162,00 em Rio Grande, R$ 153,00 em Ijuí, Cruz Alta, Passo Fundo e Santa Rosa.
✨ Entre os produtores, surgem preocupações relacionadas ao diesel, abastecimento e disponibilidade de dias úteis para a semeadura.
Em Santa Catarina, o mercado spot continua firme, mas a previsão de instabilidade entre o final de setembro e o início de outubro limita as operações de campo, com São Francisco do Sul registrado a R$ 163,00. Já no Paraná, o mercado permanece estável, com ajustes mais evidentes nos lotes comerciais, apresentando preços de R$ 161,50 em Paranaguá, R$ 151,00 em Cascavel e R$ 154,00 em Maringá.
Na B3, o contrato para janeiro de 2027 fechou com baixa de 1,01%, enquanto o contrato de novembro de 2026 em Chicago recuou 0,57%. Em Mato Grosso do Sul, até 18 de setembro, a soja atingiu 1,5% da área monitorada, com o avanço sendo favorecido pela umidade em partes do estado. Em Mato Grosso, 39,12% da produção projetada para 2026/27 já tinha sido comercializada, embora apenas 1,15% da área estivesse semeada, o que ressalta uma combinação de decisões comerciais antecipadas com cautela no plantio, especialmente em regiões onde a precipitação ainda é insuficiente.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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