Mercado futuro e físico mostram elevação, mas custos de estocagem preocupam

O mercado de milho registrou alta nos contratos futuros e também no físico, impulsionado por um aumento nas cotações internacionais e pela valorização do dólar. No entanto, os produtores devem prestar atenção aos custos de armazenagem frente à grande disponibilidade do cereal no Brasil.
De acordo com a TF Agroeconômica, a B3 teve uma valorização de 4,60% no milho de Chicago e o dólar se valorizou em 2,67% ao longo da semana. O contrato de novembro de 2026 teve um aumento de 2,11%, enquanto o indicador físico do Cepea cresceu 2,05%.
✨ Na sexta-feira, o contrato de setembro/26 fechou a R$ 70,20 por saca, refletindo uma alta de R$ 0,73 no dia e acumulando um crescimento de R$ 1,38 na semana.
Os preços dos contratos futuros de novembro/26 e janeiro/27 também apresentaram elevações. O contrato de Novembro/Janeiro encerrou em R$ 75,15 e R$ 77,39, respectivamente, com ganhos diários e semanais consideráveis.
Apesar desses números positivos, a realidade do produtor é de cautela. Os altos custos da armazenagem podem afetar a rentabilidade, especialmente em um cenário de ampla oferta e negociação reduzida em várias regiões.
A colheita elevada requer um escoamento consistente, que depende de um programa robusto de exportações para 2026, a fim de garantir que o mercado absorva a grande produção atual.
Além disso, a liquidez do mercado se mostrou baixa em várias regiões. No Rio Grande do Sul, os preços variaram entre R$ 58 a R$ 63 por saca, enquanto em Santa Catarina, vendedores pediram cerca de R$ 60, com compradores fazendo ofertas em torno de R$ 55.
Em Mato Grosso do Sul, os preços oscilaram entre R$ 48 e R$ 50 por saca, com a indústria de bioenergia ajudando a reduzir a oferta disponível. No Paraná, a colheita da segunda safra progrediu para 60% da área, mas as chuvas atrasaram o trabalho.
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