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Agronegócio
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Ministério da Agricultura não atende demanda de R$ 670 bilhões do Plano Safra

Expectativa de recursos fica abaixo do que foi pedido pelo setor produtivo

Ricardo Alves10 de junho de 2026 às 08:25
Ministério da Agricultura não atende demanda de R$ 670 bilhões do Plano Safra

O Ministério da Agricultura informou à Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) que o valor almejado de R$ 670 bilhões para o Plano Safra 2026/27 é improvável, embora não tenha revelado números exatos até o momento.

Durante um encontro com o ministro André de Paula, ficou claro que o montante para a nova edição do plano será superior aos R$ 594 bilhões da safra anterior, mas não se espera que alcance a cifra estipulada pelo setor.

O valor previsto para o próximo Plano Safra ainda é uma incógnita, devido às discussões pendentes entre o governo e as instituições financeiras.

Representantes do ministério indicaram que as exigências bancárias permanecerão as mesmas da safra 2025/26, uma demanda explícita da FPA. O montante reivindicado foi sugerido por associações do setor, incluindo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

"

O Ministério não conseguiria alcançar o valor dos R$ 670 bilhões, mas se esforçará para um resultado próximo a isso

deputado Pedro Lupion.

Expectativa e Desafios

O lançamento do Plano Safra 2026/27 está agendado para o dia 1º de julho. No entanto, as discussões em Brasília seguem sem conclusões definidas. Uma preocupação principal expressa por deputados é a necessidade de resolver a questão das dívidas rurais antes de discutir a disponibilidade de recursos do novo plano.

A FPA defende que o projeto de lei 5.122/2023, que aborda a renegociação da dívida dos produtores, deve incluir fontes não fiscais, como o Fundo Social do Pré-Sal, sem interferir nas finanças do crédito rural.

Lupion ressaltou que a questão da dívida rural não pode ser confundida com o Plano Safra, pois cada questão precisa ser tratada isoladamente.

Contexto Adicional

Nos últimos dias, a falta de clareza sobre os orçamentos disponíveis para a equalização de juros tem gerado apreensão entre os parlamentares ligados ao agronegócio.

De acordo com o ministério, as informações preliminares discutidas na reunião buscavam priorizar o acesso ao crédito e as condições de financiamento, além de reforçar os mecanismos de apoio ao setor produtivo.

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