Infestação da praga pode comprometer produtividade e qualidade dos grãos.

O monitoramento da broca-do-café (Hypothenemus hampei) é essencial durante o florescimento, frutificação e maturação dos frutos. A presença de frutos em diferentes estádios entre setembro e junho favorece o desenvolvimento da praga.
Essa infestação pode levar à redução do peso dos grãos, queda de frutos e comprometer a qualidade da bebida. É vital que os principais produtores, incluindo regiões da Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Rondônia e São Paulo, mantenham um acompanhamento cuidadoso da broca.
✨ A identificação precoce da broca-do-café é fundamental para determinar o momento ideal de intervenção.
O ataque da broca começa a se intensificar a partir do enchimento dos frutos quando estes ficam nos estádios de 'chumbinho' a verde-canário. A intervenção se complica, pois o desenvolvimento de ovos e larvas ocorre no interior dos frutos, tornando o controle por contato pouco eficaz.
Para uma efetiva gestão da praga, deve-se realizar a divisão das lavouras em talhões homogêneos e adotar um sistema de amostragem sistemática além de armadilhas com atrativo alcoólico para monitorar a população adulta.
É recomendado que as inspeções ocorram desde o início do florescimento, intensificando-se entre dezembro e março, durante a frutificação, para avaliar a situação da infestação e decidir as melhores estratégias de controle.
Outras estratégias incluem colheitas cuidadosas, varrição e poda para reduzir o número de frutos remanescentes que podem abrigar a praga. A colaboração com um engenheiro agrônomo pode definir as melhores medidas para minimizar os impactos da broca-do-café.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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