Paulo Emílio lamenta a perda do touro que se destacou por sua potência e técnica nas arenas.

Na última quinta-feira (26/3), o mundo do rodeio se despediu de um gigante: o touro Bipolar. O empresário Paulo Emílio expressou seu pesar, destacando que o animal não era apenas um touro de rodeio, mas sim o melhor de todos os tempos, representando força e respeito na história do esporte.
Bipolar, que alcançou a idade de 18 anos, faleceu de causas naturais na fazenda Santa Martha, em Icém, no interior de São Paulo. Conhecido por seu comportamento dinâmico, ele competiu em renomados rodeios por oito anos, sendo premiado como o melhor touro da Festa de Barretos em três ocasiões. Ao longo de sua trajetória, conquistou mais de 80 fivelas.
"Bipolar não foi meu touro mais popular, mas tecnicamente foi superior ao touro Bandido
✨ Considerado um dos melhores touros da história do rodeio.
Os descendentes de Bipolar, como Tripolar, Quadripolar e Extrapolar, também tiveram sucesso em competições de rodeio, com leilões avaliando seus filhos entre R$ 300 mil e R$ 1 milhão.
Aposentado em 2018, Bipolar se destacou não apenas no Brasil, mas também no ranking internacional da Professional Bull Riders (PBR), terminando entre os três melhores do mundo. Ele perdeu apenas para os americanos Sweet For Bruiser e Old Fort Days, ambos campeões mundiais.
José Vitor Leme, tricampeão mundial, relembra que Bipolar não dava muitas chances aos competidores: 'Bati logo as costas no chão'. Para Emilio Carlos dos Santos, diretor de rodeios de Os Independentes, Bipolar era um touro que dominava a arte da montaria, impressionando com sua técnica e força.
Embora fosse um animal de competição explosivo, Bipolar era dócil no dia a dia, permitindo ainda ser acariciado. Seu impacto no rodeio e seu comportamento explosivo nas arenas fizeram dele uma lenda, sendo vencido apenas em raras ocasiões.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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