Análise revela novos padrões e estratégias de manejo

O Governo da Argentina relatou mudanças significativas no comportamento das doenças que afetam o milho, conforme analisado pelo fitopatologista Enrique Alberione, durante um evento técnico focado em culturas de grãos grossos. A análise revelou a necessidade de novas estratégias para enfrentar a ferrugem comum, a mancha branca e os carvões, que ameaçam a produtividade nas diferentes regiões.
Alberione destacou que o impacto da ferrugem comum na produtividade do milho pode variar de 5% a 10%, podendo chegar a até 60% em infestações severas. Este fungo, conhecido como Puccinia sorghi, requer de um hospedeiro alternativo para completar seu ciclo de vida, o que faz com que a compreensão de sua disseminação seja crucial para o planejamento das próximas safras.
✨ Condições climáticas e resistência genética são fundamentais no manejo das doenças.
As condições ideais para a infecção incluem temperaturas entre 16 °C e 23 °C, alta umidade e pelo menos oito horas de umidade foliar. Um fenômeno observado nesta safra foi uma inversão no padrão da doença, com menor incidência no milho plantado cedo e um aumento nos plantios tardios, algo que pode indicar uma mudança no comportamento do patógeno.
A resistência genética é considerada a principal ferramenta de manejo. Os híbridos de milho variam em resistência, e cerca de metade dos ensaios realizados indicaram uma resistência aceitável. O controle químico também demonstrou ser eficaz, mas deve ser complementado com a resistência genética, já que os fungicidas não atuam nas bactérias que iniciam a infecção.
A mancha branca, uma doença emergente, já apresentou perdas de produtividade de até 80% em surtos severos. Causada por um complexo de bactéria e fungos, sua infecção pode ser influenciada por umidade contínua e temperaturas entre 20 °C e 23 °C.
As principais doenças identificadas incluem: - Ferrugem comum: pode levar a perdas de 60%. - Mancha branca: perdas variam de 10% a 80%. - Carvões: perdas de 5% a 80% dependendo do tipo.
Com o possível avanço de clima extremo associado ao El Niño, as condições de umidade e temperaturas podem alterar o comportamento dessas doenças. Alberione reforçou a necessidade de vigilância contínua e a combinação de práticas como rotação de culturas e ajustes na densidade de plantio para otimizar a resistência e os rendimentos.
"É essencial observar o desenvolvimento das doenças e adaptar as estratégias de manejo para garantir a produtividade do milho no futuro.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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