Após alta de 226,4% no preço, previsão é de redução com a recuperação da colheita.

A partir de novembro, a expectativa é de um aumento na oferta de limão-taiti, o que poderá levar a uma redução nos preços da fruta, que tiveram uma valorização expressiva nos últimos meses.
No cinturão citrícola paulista, o preço do limão acumulou uma alta de 226,4% entre junho e agosto de 2026. Já no mercado atacadista de São Paulo, o avanço foi ainda mais significativo, alcançando aproximadamente 374% entre maio e setembro. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a caixa de 27,2 quilos do limão-taiti passou de R$ 32,10 em junho para R$ 104,78 em agosto.
✨ Em julho, o preço da caixa de limão-taiti chegou a R$ 55,60, enquanto no atacado o quilo chegou a R$ 8,62 no fim de setembro, um aumento de R$ 1,82 em maio.
Esse aumento acentuado é explicado pela redução na oferta da fruta durante a entressafra, que ocorreu entre o fim de maio e meados de setembro, dificultada ainda pelo excesso de chuvas que afetou a florada e colheita nas regiões de Matão e Bebedouro.
A partir de setembro, sinais de mudança começaram a surgir com a recuperação da colheita. Embora a expectativa de aumento na oferta se concentre para novembro, o coordenador técnico da Hydroplan-EB, João Quirino, acredita em uma tendência de recuo nos preços, mas adverte que isso não implica necessariamente em preços baixos.
Os fatores climáticos, assim como as condições de cultivo, também são essenciais para entender a variabilidade da disponibilidade de limões entre as regiões. Os cuidados com a irrigação são cruciais para garantir a qualidade e quantidade da produção.
Nos próximos meses, todos os olhos estarão voltados para a recuperação da colheita e a quantidade de limões que será disponível para o mercado, uma vez que isso pode alterar a pressão sobre os preços.
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