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Agronegócio
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Onda de calor ameaça lavouras de milho e arroz na China

Temperaturas elevadas podem reduzir produção agrícola

Gabriel Rodrigues03 de agosto de 2026 às 10:55
Onda de calor ameaça lavouras de milho e arroz na China

Uma severa onda de calor, resultado de sistemas de alta pressão, avança pelas regiões agrícolas do norte e leste da China, ameaçando as lavouras de produtos essenciais como milho, arroz e algodão.

De acordo com a previsão da empresa de meteorologia Vaisala, as temperaturas nesta semana permanecerão acima da média, com Shenyang, na província de Liaoning, alcançando máximas entre 35°C e 38°C. Pequim também verá temperaturas na faixa dos 30°C até o fim do final de semana.

Em Xinjiang, onde o algodão da China é majoritariamente cultivado, as temperaturas podem chegar a 50°C em Turpan.

A umidade elevada, favorecida pelas correntes de monção, aumenta o risco de surgimento de doenças nas lavouras. Recentemente, o centro climático de Shandong emitiu um alerta sobre a possibilidade de queda na produtividade da safra de milho de verão devido a temperaturas persistentes entre 35°C e 39°C até 5 de agosto.

A província de Shandong é responsável por cerca de 10% da produção de milho da China, despertando preocupação nas autoridades devido ao risco de estresse térmico nas plantações.

Os agricultores de Xinjiang, que representa a principal área produtora de algodão do país, também enfrentam dificuldades, já que os altos níveis de temperatura podem atrasar o desenvolvimento das colheitas, causar queimaduras nas plantas e resultar em uma maturação precocemente desfavorável.

A Bloomberg destacou que a combinação de calor intenso e seca poderia levar a uma redução de até 5% na produção de algodão nesta mês.

Enquanto o norte da China lida com o calor extremo, as províncias no sul estão passando por chuvas acima do normal, com alerta para fortes chuvas em Guangdong e Guangxi, aumentando o risco de brusone do arroz nestas áreas.

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