Estudo revela que prejuízos econômicos superam doenças visíveis

Uma nova pesquisa realizada em âmbito internacional revela que o maior impacto econômico dos parasitas na pecuária leiteira se deve a perdas silenciosas de desempenho animal, muito além das doenças visíveis. O estudo, encomendado pela MSD Saúde Animal e publicado na revista Parasites & Vectors, aponta que mais de 80% das perdas financeiras totais associadas a essas infecções decorrem da diminuição da produtividade dos animais.
Pesquisadores analisaram uma vasta gama de dados econômicos e zootécnicos de regiões como Estados Unidos, Brasil e Europa, com o objetivo de mensurar o impacto dos parasitas na produção de leite global. Foram compilados dados sobre prevalência, impacto produtivo e custos relacionados a diferentes grupos de parasitas, incluindo nematoides gastrointestinais, carrapatos e trematódeos.
✨ Resultados indicam que o parasitismo subclínico é o principal responsável pelas perdas na pecuária de leite.
Os resultados obtidos mostraram que infecções assintomáticas continuam a afetar o metabolismo e a eficiência produtiva dos animais de maneira contínua. Nos Estados Unidos, por exemplo, as perdas atribuídas a infecções por nematoides gastrointestinais são estimadas em mais de US$ 3 bilhões por ano. No Brasil, os carrapatos, que são mais prevalentes, podem causar uma redução de até 90 litros na produção diária de leite por vaca.
"Parasitas são um problema global escondido à vista de todos. Eles frequentemente são invisíveis na gestão diária da fazenda, mas seu impacto negativo na produção de leite, fertilidade e saúde animal é enorme.
Com base nas conclusões do estudo, os pesquisadores alertam que práticas tradicionais, como a desparasitação em calendário fixo, são insuficientes e podem contribuir para a resistência a medicamentos. Eles recomendam uma abordagem mais direcionada, utilizando diagnósticos e avaliações de risco. "Na pecuária leiteira, não existe uma receita única. O que funciona em uma bacia leiteira não deve ser automaticamente aplicado em outra", conta Rafael Silva, gerente de mercado na MSD Saúde Animal.
✨ Estratégias personalizadas são essenciais para proteger a saúde e produtividade do rebanho.
Entre as principais recomendações estão o uso de exames como contagem de ovos fecais, tratamento direcionado para animais mais vulneráveis e manejo estratégico das pastagens. Silva enfatiza: "Para proteger o potencial produtivo e a saúde do rebanho, as estratégias precisam ser personalizadas, considerando fatores como clima, modelo de produção e os desafios específicos de cada propriedade."
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Jornalista especializado em Agronegócio

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