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Agronegócio
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Perdas ocultas de parasitas afetam a produção de leite

Estudo revela que prejuízos econômicos superam doenças visíveis

Gabriel Rodrigues11 de julho de 2026 às 07:40
Perdas ocultas de parasitas afetam a produção de leite

Uma nova pesquisa realizada em âmbito internacional revela que o maior impacto econômico dos parasitas na pecuária leiteira se deve a perdas silenciosas de desempenho animal, muito além das doenças visíveis. O estudo, encomendado pela MSD Saúde Animal e publicado na revista Parasites & Vectors, aponta que mais de 80% das perdas financeiras totais associadas a essas infecções decorrem da diminuição da produtividade dos animais.

Abordagem do Estudo

Pesquisadores analisaram uma vasta gama de dados econômicos e zootécnicos de regiões como Estados Unidos, Brasil e Europa, com o objetivo de mensurar o impacto dos parasitas na produção de leite global. Foram compilados dados sobre prevalência, impacto produtivo e custos relacionados a diferentes grupos de parasitas, incluindo nematoides gastrointestinais, carrapatos e trematódeos.

Resultados indicam que o parasitismo subclínico é o principal responsável pelas perdas na pecuária de leite.

Os resultados obtidos mostraram que infecções assintomáticas continuam a afetar o metabolismo e a eficiência produtiva dos animais de maneira contínua. Nos Estados Unidos, por exemplo, as perdas atribuídas a infecções por nematoides gastrointestinais são estimadas em mais de US$ 3 bilhões por ano. No Brasil, os carrapatos, que são mais prevalentes, podem causar uma redução de até 90 litros na produção diária de leite por vaca.

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Parasitas são um problema global escondido à vista de todos. Eles frequentemente são invisíveis na gestão diária da fazenda, mas seu impacto negativo na produção de leite, fertilidade e saúde animal é enorme.

Robert P. Lavan, médico veterinário e autor do estudo.

Recomendações para Manejo

Com base nas conclusões do estudo, os pesquisadores alertam que práticas tradicionais, como a desparasitação em calendário fixo, são insuficientes e podem contribuir para a resistência a medicamentos. Eles recomendam uma abordagem mais direcionada, utilizando diagnósticos e avaliações de risco. "Na pecuária leiteira, não existe uma receita única. O que funciona em uma bacia leiteira não deve ser automaticamente aplicado em outra", conta Rafael Silva, gerente de mercado na MSD Saúde Animal.

Estratégias personalizadas são essenciais para proteger a saúde e produtividade do rebanho.

Entre as principais recomendações estão o uso de exames como contagem de ovos fecais, tratamento direcionado para animais mais vulneráveis e manejo estratégico das pastagens. Silva enfatiza: "Para proteger o potencial produtivo e a saúde do rebanho, as estratégias precisam ser personalizadas, considerando fatores como clima, modelo de produção e os desafios específicos de cada propriedade."

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