Estabelecimento das lavouras em andamento enfrenta desafios climáticos e de acesso.

O plantio de feijão da primeira safra no Rio Grande do Sul avançou para aproximadamente 20% da área prevista, enfrentando limitações devido à elevada umidade do solo e dificuldades de acesso às lavouras.
De acordo com dados da Emater/RS-Ascar, divulgados no Informativo Conjuntural de quinta-feira (8), a área estimada para cultivo é de 24.587 hectares, com uma produtividade projetada de 1.759 kg por hectare.
✨ Apesar do avanço limitado, o estabelecimento das lavouras ocorre de forma satisfatória, embora algumas regiões apresentem redução nas áreas comerciais.
Os produtores nas lavouras mais precoces já iniciaram a adubação em cobertura para atender às necessidades da cultura. Na região da Emater/RS-Ascar de Ijuí, a semeadura permanece em 62%, sem avanço no período analisado. A região também observa uma redução no número de áreas maiores destinadas à comercialização.
Em Santa Maria, a área semeada alcançou 54% do total previsto, enquanto a região de Soledade apresenta cerca de 60% de plantio. No Baixo Vale do Rio Pardo, a adubação nitrogenada em cobertura está em andamento ou já concluída em algumas lavouras.
Nas áreas mais altas do Centro-Serra e do Alto da Serra do Botucaraí, o plantio prosseguiu apesar da umidade do solo, com as primeiras lavouras recebendo adubação em cobertura.
No mercado, os preços do feijão registraram valorização no estado, com o valor médio da saca de 60 quilos aumentando 3,97%, passando de R$ 196,78 para R$ 204,60, uma alta de R$ 7,82 por saca.
Essa valorização ocorre em um cenário onde o plantio da primeira safra continua dependente das condições do solo e apresenta variações no ritmo de semeadura entre as diferentes regiões produtivas do Rio Grande do Sul.
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