A alta nas cotações internacionais impulsiona o mercado brasileiro.

Os preços da soja apresentaram alta em diversas regiões do Brasil nesta segunda-feira (21/9), refletindo as cotações internacionais do produto. Das 38 áreas analisadas pela consultoria AgRural, 35 mostraram aumento em relação à última sexta-feira (18/9).
As localidades de Campo Novo do Parecis (MT), Sapezal (MT) e Chapadão do Sul (MS) foram as únicas a manter os preços estáveis. O indicador Cepea/Esalq, que considera as transações realizadas no Porto de Paranaguá (PR), reportou um preço médio de R$ 161,52 por saca de 60 quilos, registrando uma leve queda de 0,23% no dia. Contudo, no mês de setembro, o indicador ainda acumula uma alta de 1,30%.
Nas bolsas de valores, as cotações da soja também subiram, embora ainda não tenham alcançado a marca de US$ 14 por bushel. O contrato com a primeira posição para novembro de 2026 fechou a sessão a US$ 13,28 por bushel, com uma valorização de 1,88%.
✨ As cotações do farelo de soja continuam em ascensão, influenciadas pela demanda global crescente.
Em relação aos preços regionais, a saca de 60 quilos da soja tem o seguinte valor: R$ 157 em Ponta Grossa (PR), R$ 153 em Passo Fundo (RS), R$ 140 em Sorriso (MT), R$ 146 em Dourados (MS) e em Luís Eduardo Magalhães (BA), R$ 150,50 em Rio Verde (GO), R$ 153 em Uberaba (MG), e R$ 145 em Balsas (MA).
O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) destaca que o preço do farelo de soja também está em alta, resultado de uma forte demanda mundial. Recentemente, a participação do farelo na margem de processamento das indústrias aumentou consideravelmente, atingindo novos máximos.
Entre julho e agosto, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) disponibilizou unidades de armazenamento de farelo de soja em algumas regiões, o que pode ter reduzido o interesse de venda por parte das indústrias. Neste contexto, a participação do farelo de soja na "crush margin" foi a maior desde outubro de 2024.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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