Indicador do Cepea atinge R$ 390 por arroba, refletindo a pressão inflacionária no setor.

Os preços do boi gordo no Brasil atingiram um novo recorde, com o indicador do Cepea alcançando R$ 390 por arroba. Esse valor representa um aumento significativo em comparação ao ano passado, e não há previsão de mudança em breve.
Recentemente, em 27 de outubro, o indicador já tinha superado o recorde anterior de R$ 385,26, que se manteve por quase seis anos, indicando uma pressão significativa sobre os preços devido a restrições na oferta de gado e a demanda aquecida.
✨ A menor disponibilidade de gado para abate, provocada por um ciclo de baixa da pecuária, contribui para a alta dos preços.
Pecuaristas, motivados pelos preços elevados, estão retendo fêmeas para reproduzir, o que diminui a quantidade de bezerros disponíveis e impacta na oferta geral de carne.
De acordo com a Agrifatto, os abates realizados entre janeiro e setembro totalizaram 21 milhões de cabeças, representando uma queda de 7,5% em relação ao mesmo período de 2025. A alta do dólar também influencia na escalada dos preços, pois facilita as exportações, aumentando os retornos para os frigoríficos.
As projeções para o futuro indicam que a procura por carne bovina deve se manter elevada, especialmente com o retorno das exportações para a China, que já estipulou uma cota de 1,1 milhão de toneladas sem tarifas adicionais.
Os preços dos cortes de carne continuam a aumentar no mercado interno, refletindo a crescente demanda, enquanto os consumidores começam a sentir os efeitos da inflação nos preços da carne, que já apresenta altas significativas em diversas regiões do Brasil.
Analistas do setor sugerem que, apesar da pressão no consumo, ainda não se observa uma retração significativa na demanda, e as expectativas apontam para novas elevações nos preços ao longo do próximo ano.
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