Escalas de abate curtas e valorização da arroba indicam novas altas

O mercado físico do boi gordo inicia a semana apresentado preços firmes e reajustes variados em diversas regiões do Brasil. De acordo com Fernando Henrique Iglesias, analista da consultoria Safras & Mercado, as escalas de abate continuam relativamente curtas, com programações que variam entre seis e sete dias úteis, o que gera expectativas de novas altas no curto prazo.
Iglesias destaca que a pressão de alta é mais perceptível entre frigoríficos de pequeno e médio porte, que enfrentam mais dificuldades para atender à demanda. Já as grandes indústrias estão em uma posição mais confortável, beneficiadas por pólos de fornecimento através de contratos de parceria e confinamentos próprios.
✨ Os preços médios do boi gordo em diferentes estados confirmam a valorização: São Paulo a R$ 360,27, Goiás a R$ 349,64, Minas Gerais a R$ 348,24, Mato Grosso do Sul a R$ 356,70 e Mato Grosso a R$ 336,28.
No mercado atacadista, a carne bovina começa a semana nos maiores patamares alcançados devido a reajustes recentes. Com a aproximação do final do mês, pode haver um aumento na reposição entre atacado e varejo, favorecendo movimentos positivos.
Entretanto, a carne bovina ainda é considerada menos competitiva em relação a outras proteínas, como a carne de frango, o que pode limitar o aumento da intensidade de vendas. Os valores atuais em atacado incluem: quarto dianteiro a R$ 21,50 por quilo, quarto traseiro a R$ 28,00 por quilo e ponta de agulha a R$ 20,00 por quilo.
No mercado financeiro, o dólar comercial registrou uma alta de 0,78%, fechando a R$ 5,2256 para venda e R$ 5,2236 para compra, após oscilar entre R$ 5,1915 e R$ 5,2266 durante o dia.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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