Expectativas sobre produção e fenômeno do El Niño preocupam mercado.

Os preços do cacau apresentaram uma alta expressiva, dobrando desde junho de US$ 3 mil para mais de US$ 6 mil por tonelada, impulsionados por crescentes preocupações relacionadas à próxima safra global.
De acordo com Lucca Bezzon, analista de mercado da StoneX, esse movimento é pautado principalmente pela expectativa de uma possível queda na oferta, e não necessariamente por fundamentos que indiquem uma quebra significativa da produção.
A mudança na percepção de mercado começou em junho, quando a StoneX previa um novo superávit de cacau, após a recuperação da produção por países como Costa do Marfim, Gana, Brasil, Indonésia e Equador.
✨ Apesar do cenário de alta, Bezzon observa que não existem elementos suficientes que sugiram uma nova quebra expressiva de produção já que as chuvas se tornaram mais regulares desde junho.
Com o início da safra 2026/27, em setembro, as atenções se voltaram para os riscos climáticos, especialmente em relação ao fenômeno El Niño, que tem histórico de impactar negativamente a produtividade em algumas regiões produtoras.
No Brasil, os estados do Pará e da Bahia, principais polos de produção de cacau, são monitorados quanto aos efeitos do El Niño, visto que a Bahia, em particular, apresenta vulnerabilidades devido ao envelhecimento de suas lavouras.
Embora a produção atual ofereça maior disponibilidade de manteiga e derivados de cacau, há um receio de que o cenário de 2023, marcado por crises de oferta, possa se repetir e afetar os cacaueiros.
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