Excesso de chuva e temperaturas baixas impactam colheita e tratamento fitossanitário

A produção de citros no Rio Grande do Sul enfrenta desafios devido ao excesso de chuva e à queda nas temperaturas em diversas áreas produtoras. Segundo a Emater/RS-Ascar, essas condições climáticas têm gerado preocupações quanto ao pegamento dos frutos e diminuído as oportunidades para tratamentos fitossanitários.
Na região de Caxias do Sul, nos municípios de Cotiporã e Veranópolis, a colheita de bergamota avançou lentamente na última semana em função das intempéries, enquanto a coleta de laranja continua em andamento. Os produtores utilizaram os períodos de sol para progredir nos trabalhos nos pomares.
✨ Os preços de comercialização na Ceasa/Serra mostram a laranja umbigo a R$ 2,58/kg, enquanto a bergamota Montenegrina é negociada entre R$ 3,00 e R$ 3,50/kg.
Ainda segundo a Emater/RS-Ascar, as condições climáticas observadas durante a floração têm suscitado apreensão sobre o pegamento e controle de doenças, restringindo ainda mais as janelas para tratamentos fitossanitários. Na região de Lajeado, a combinação de altos níveis de precipitação com baixas temperaturas durante a floração das laranjeiras intensifica a preocupação com o pegamento dos frutos.
Em Arvorezinha, o foco do manejo fitossanitário está na prevenção da podridão-floral-dos-citros, enquanto em São José do Sul, o principal objetivo é evitar a pinta-preta. Nessa região, os produtores iniciaram a poda de variedades de ciclo médio a tardio, incluindo as bergamotas e o tangor Murcott.
As colheitas avançam também para as variedades tardias. Em Maratá, a colheita da bergamota Montenegrina alcança 90% da área, e a do tangor Murcott chega a 80%. A expectativa é que a colheita do Murcott se estenda até novembro, com os pomares apresentando boa produção e qualidade dos frutos.
Em Montenegro, a colheita da Montenegrina já atinge 85% da área cultivada, enquanto a do Murcott fica em 80%. A colheita da laranja Valência está em 50%, e em São José do Sul, as colheitas de bergamota e laranja alcançam 90% cada.
Apesar do progresso nas colheitas, o baixo preço oferecido pela indústria tem levado alguns produtores a considerar encerrar os carregamentos destinados à produção de suco até meados de outubro, resultando em parte da produção permanecendo nos pomares devido à baixa remuneração.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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