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Agronegócio
3 min de leitura

Projeções da Hedgepoint indicam aumento na safra de café do Brasil

Expectativa de colheita de 75,8 milhões de sacas impulsionada por clima favorável e expansão da área plantada.

Tiago Abech14 de abril de 2026 às 18:45
Projeções da Hedgepoint indicam aumento na safra de café do Brasil

A Hedgepoint Global Markets atualizou suas previsões para a safra brasileira de café 2026/27, prevendo uma produção que deve alcançar 75,8 milhões de sacas, graças a condições climáticas favoráveis e a ampliação da superfície cultivada.

Aconsultoria estima que dessa produção, 50,2 milhões de sacas sejam de café arábica e 25,6 milhões de conilon. Desde outubro, fatores climáticos têm sido benéficos para as lavouras de arábica, especialmente nas regiões de Minas Gerais e São Paulo.

A produção de arábica deve aumentar 33,2% em relação à safra anterior, chegando a 50,2 milhões de sacas.

Impactos Climáticos e Tecnológicos

Apesar de a precipitação em 2025 ter ficado ligeiramente abaixo da média, a combinação de chuvas moderadas e temperaturas amenas resultou em uma boa floração e no desenvolvimento dos grãos. As regiões-chave produtoras desses estados conseguiram manter as lavouras em ótimo estado devido a essas condições e ao aumento da área plantada.

Durante os meses de fevereiro e março de 2026, as chuvas foram adequadas, beneficiando a fase de enchimento dos grãos, o que favoreceu o aumento do peso e do tamanho dos mesmos. Para o café conilon, as condições também foram favoráveis, resultando em uma projeção de 25,6 milhões de sacas.

Esse volume representa uma leve queda de 5,3% em relação à safra anterior, mas é o segundo maior já registrado no Brasil. A colheita já iniciou em algumas áreas e deve se intensificar entre o final de abril e o início de maio.

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O clima favorável, somado ao aumento da área cultivada e aos investimentos em manejo, proporcionou cafezais em excelentes condições, o que justifica a revisão dos dados de produção para essa temporada.

Perspectivas e Desafios do Mercado

Os estoques iniciais para a safra 2026/27 provavelmente serão mais altos. No ciclo 2025/26, as exportações ficaram aquém do esperado, resultado da hesitação dos produtores em vender devido à volatilidade dos preços e incertezas de mercado.

Além disso, tarifas impostas pelos Estados Unidos em 2025 também impactaram as vendas. A estrutura de mercado pode continuar invertida, com contratos de curto prazo possivelmente superando os de longo prazo.

  • 1Expectativa de aumento nas exportações para 2026/27 devido à maior oferta.
  • 2Uso crescente de conilon nos blends internos por conta do diferencial de preço.
  • 3Pressão sobre os preços do arábica com a maior produção neste ciclo.

Os produtores estão em posição financeira melhor agora, resultando em menores urgências de vendas após os preços em alta ao longo dos últimos anos. No entanto, a expectativa é que os preços do café robusta permaneçam baixos nos próximos meses, impulsionados pelo aumento da produção no Brasil e em campeões como Vietnã e Uganda.

O desempenho do mercado continuará a ser impactado por fatores climáticos, incluindo a possibilidade de um evento de El Niño.

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