Diminuição de custos traz alívio aos produtores, mas desafios ainda persistem.

Em junho de 2026, os produtores de milho em Mato Grosso receberam uma notícia positiva, com o custo dos fertilizantes e corretivos para a safra 2026/27 apresentando uma redução de 2,38%, conforme dados do projeto CPA-MT, realizado em parceria pelo Senar-MT e o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária.
O novo valor estimado é R$ 1.532,66 por hectare, segundo a análise semanal divulgada nesta segunda-feira (20). O instituto aponta que a recuperação da logística no Oriente Médio facilitou a normalização das exportações, impactando positivamente as condições comerciais para os compradores e, consequentemente, pressionando os preços para baixo.
✨ Apesar da queda nos custos, o alerta é sobre a possibilidade de aumento nos preços após a demanda concentrada nos próximos meses devido ao atraso nas compras de insumos.
Além da redução em fertilizantes, os gastos com defensivos também enfrentaram uma leve queda, recuando 0,32% e agora custando R$ 913,04 por hectare. Em contrapartida, as sementes viram um aumento de 0,95%, totalizando R$ 848,78 por hectare. Esse conjunto de variáveis ajudou a conter uma diminuição mais significativa nos custos de produção, que ficaram estimados em R$ 3.767,37 por hectare.
Nesse contexto, o Custo Operacional Efetivo (COE) foi projetado em R$ 5.493,40 por hectare e o Custo Operacional Total (COT) em R$ 6.057,70, representando quedas mensais de 0,63% e 0,60%, respectivamente.
Considerando uma produtividade esperada de 128,64 sacas por hectare para a safra 2025/26, o instituto indica que o milho deve ser vendido a, no mínimo, R$ 42,70 por saca para cobrir o COE e R$ 47,09 por saca para se adequar ao COT. Vale ressaltar que o preço médio mensal projetado para a safra 2026/27 é de R$ 44,76 por saca, que embora cubra os custos diretos, ainda fica abaixo do necessário para o COT, o que pode gerar margens apertadas para os produtores.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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