Situação impacta mercados de soja e trigo em junho de 2026

Os preços do milho estão em queda nas principais regiões produtoras do Brasil, reflexo do afastamento dos compradores do mercado físico, de acordo com informações do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Na última sexta-feira, 5 de junho, a cotação registrada em Campinas (SP) foi de R$ 64,50 por saca de 60 quilos, apresentando uma redução de 0,63% na primeira semana do mês.
O Cepea destaca que, atualmente, os compradores brasileiros estão seguros quanto aos estoques para consumo a curto prazo e continuam de olho na safra de segunda colheita. Além disso, as recentes quedas nos preços internacionais têm pressionado as cotações internas, uma vez que reduzem a competitividade nas exportações.
Por outro lado, os vendedores que não precisam urgentemente liberar espaço nos armazéns ou fazer caixa, têm adiado negociações, esperando uma recuperação nos preços. Essa expectativa se baseia na previsão de menor produção para a safra 2025/26 e nas possíveis consequências de secas em regiões como Goiás e algumas partes de Mato Grosso do Sul, além das geadas impactando o Paraná.
Numa análise mais ampla, os preços externos do milho também sofreram consideráveis reduções no início de junho. A melhora nas condições climáticas nas áreas agrícolas dos Estados Unidos, o aumento da oferta na América do Sul e a boa colheita da segunda safra no Brasil, assim como a elevada produção na Argentina, têm contribuído para essa tendência.
Ademais, a queda nos preços do trigo impactou diretamente o mercado do milho, acentuando assim a desvalorização.
✨ O cenário atual se caracteriza por uma combinação de baixa demanda interna e pressões externas, resultando na queda acentuada dos preços do milho.
A situação do milho reflete não apenas o estado atual do mercado doméstico, mas também as dinâmicas globais que incluem clima, oferta e demanda.
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