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Agronegócio
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Rastreabilidade obrigatória molda futuro do comércio de alimentos

Pressão por transparência redefine o setor agro brasileiro

João Pereira10 de junho de 2026 às 03:00
Rastreabilidade obrigatória molda futuro do comércio de alimentos

A rastreabilidade obrigatória se tornou um ponto crucial nas discussões sobre o futuro do comércio de alimentos, em resposta à crescente demanda global por transparência na origem da produção.

Leandro Viegas, empresário e CEO da Sell Agro, destaca a necessidade de implementar essa prática com critérios técnicos que promovam equilíbrio e inclusão, enfatizando que essa exigência já não é uma possibilidade remota, mas uma realidade inevitável para o setor agro brasileiro.

Em 2025, o agronegócio brasileiro exportou US$ 169,2 bilhões, representando 48,5% do total dos produtos vendidos pelo país ao exterior.

A pressão por garantias ambientais, sociais e sanitárias tem aumentado, mas também traz o receio de que regras internacionais possam servir como barreiras comerciais disfarçadas de preocupação ambiental.

Mudanças nas regulações de outros países impactam diretamente produtores e empresas brasileiras, especialmente pequenos e médios produtores que podem enfrentar dificuldades em atender às exigências de certificação e monitoramento.

"

O produtor já provou sua capacidade de alimentar o mundo. O próximo passo é garantir que as novas exigências globais reconheçam esse esforço

Leandro Viegas

Enquanto grandes empresas possuem estrutura e equipes para lidar com essas exigências, muitos pequenos produtores ainda enfrentam limitações em conectividade e acesso a tecnologias digitais.

Contexto Adicional

A rastreabilidade não é apenas uma questão de monitoramento, mas envolve a valorização e a responsabilidade no processo produtivo.

Viegas conclui que o desafio vai além de simplesmente rastrear a origem dos alimentos; é fundamental que a evolução do mercado acompanhe a valorização de quem produz com responsabilidade.

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