Cenário ocorre entre o fim da terceira safra e o início da próxima temporada no Sul.

A disponibilidade limitada de feijão tem contribuído para a manutenção de preços no mercado brasileiro, tanto do tipo carioca quanto do preto. Este cenário acontece em um período de transição entre a finalização da terceira safra 2025/26 e o início da próxima temporada no Sul do Brasil.
De acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os vendedores estão restringindo a quantidade disponível para negociação, enquanto os compradores adotam uma postura cautelosa em relação às aquisições. O feijão-carioca, por exemplo, está tentando reverter uma sequência de desvalorização que se estendeu nos últimos três meses.
Conforme mencionado pelo Cepea, os agentes do mercado estão buscando recuperar os preços após este período de queda. Com a colheita da terceira safra chegando ao fim, os vendedores começaram a testar valores mais altos, enquanto os compradores analisam cuidadosamente as oportunidades antes de finalizar novas transações.
✨ A combinação da menor oferta com a disposição limitada para compras imediatamente reduz a intensidade das negociações e dificulta quedas acentuadas nos preços.
O comportamento do feijão-preto apresenta dinâmica similar, com uma ênfase crescente na procura por produtos de melhor qualidade. De acordo com o Cepea, as cotações do feijão-preto tipo 1 continuam sustentadas, mesmo com a comercialização em ritmo lento. Durante o período de entressafra, a demanda por grãos de qualidade tem ajudado a manter os preços praticados.
Além da diminuição natural da oferta com o término da colheita, os agricultores da região Sul estão começando a direcionar sua atenção para o plantio da próxima safra.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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