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Agronegócio
2 min de leitura

Regulamentação do mercado de carbono impulsiona interesse por inventários

Inventários ajudam propriedades a se adaptarem às novas normas ambientais

Gabriel Rodrigues01 de agosto de 2026 às 06:25
Regulamentação do mercado de carbono impulsiona interesse por inventários

A implementação da regulamentação do mercado de carbono no Brasil está alterando a postura de empresas e agricultores em relação aos inventários de suas propriedades. Durante o primeiro semestre de 2026, a demanda por esses insumos cresceu significativamente, como apontado pelo Serviço de Inteligência em Agronegócios (SIA).

Segundo a SIA, essa mudança é impulsionada pela necessidade de apresentar dados técnicos e auditáveis que atendam às novas exigências regulatórias. O foco está nos inventários de emissões, diagnósticos ambientais e projetos que visam a redução da pegada de carbono nas propriedades.

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O que vimos nesse primeiro semestre foi um aumento significativo de projetos que possam reduzir ou remover emissões e uma valorização de histórias concretas, auditáveis e com rastreabilidade

Gustavo Heissler, gerente de projetos da SIA.

Os inventários de carbono funcionam como um diagnóstico das propriedades rurais, permitindo calcular o balanço de emissões e identificar fontes de gases de efeito estufa, além de apontar oportunidades para melhorar a eficiência da produção e minimizar impactos ambientais.

A qualidade da informação nos inventários depende da metodologia utilizada e da habilidade do profissional responsável por interpretar os dados.

Heissler ressalta que muitos produtores ainda confundem o inventário de carbono com o crédito de carbono. Embora ambos se baseiem no dióxido de carbono equivalente (CO₂e), suas funções são distintas. O inventário mede as emissões e remoções de gases, enquanto o crédito de carbono é gerado apenas em conformidade com critérios específicos.

Entendendo o inventário de carbono

O inventário é uma ferramenta que ajuda a quantificar e gerenciar as emissões de gases de efeito estufa de uma propriedade, permitindo o desenvolvimento de estratégias de mitigação.

O custo para elaborar um inventário varia com o tamanho do projeto e a complexidade do trabalho envolvido. Em geral, a mensuração das emissões é menos onerosa do que relatórios que contêm diagnósticos técnicos mais detalhados.

Embora o mercado de créditos de carbono na agricultura ainda esteja em desenvolvimento no Brasil, a tendência é que as propriedades com menores pegadas de carbono consigam se destacar nas cadeias produtivas, atendendo às exigências tanto do mercado nacional quanto internacional.

Heissler sugere que a prioridade dos produtores deve ser o monitoramento da performance ambiental, ao invés de focar somente na potencial geração de receita por meio de créditos de carbono. O conhecimento sobre medição e monitoramento será uma vantagem competitiva nos próximos anos.

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